Uma Obra que Retrata Memórias e Histórias
O escritor Walmir Rosário apresenta em sua análise o recém-lançado livro de Durval Pereirada França Filho, intitulado “Nos Escrínios da Memória”. A obra se destaca como um verdadeiro raio X da vida do autor, explorando sua trajetória pessoal e suas raízes na cidade de Canavieiras, na Bahia. Rosário, que dedicou horas à leitura e releitura do livro, faz uma apresentação primorosa, ressaltando a qualidade literária e o conteúdo profundo que permeia as páginas dessa obra.
Durval, um intelectual multifacetado — bancário, poeta, historiador e professor — é um nome conhecido no cenário cultural da região. Ele não apenas é cofundador da Academia de Letras e Artes de Canavieiras, mas também possui uma vasta produção literária, fruto de sua formação acadêmica em História e Cultura. Ao abordar sua própria vida, Durval demonstra coragem e uma visão equilibrada, criando um relato que não busca se exaltar, mas sim retratar com sinceridade suas memórias mais significativas.
O título “Nos Escrínios da Memória” promete e entrega uma narrativa rica e detalhada sobre a infância de Durval na Fazenda Córrego Verde, suas lembranças da extinta vila de Jacarandá e o majestoso rio Pardo, que fazem parte da paisagem de sua formação. A obra não se limita a contar sua história familiar, mas também explora momentos cruciais, como seu ingresso no Banco do Brasil e suas experiências na Igreja Adventista, além de sua trajetória escolar.
Uma Viagem pela História e Cultura Local
O livro revela não apenas a vida do autor, mas também aspectos da cultura local que influenciaram sua formação. Durval compartilha memórias da sua adolescência em Canavieiras, onde passou por transformações significativas, incluindo o impacto do golpe militar de 1964 em sua vida e nas suas escolhas acadêmicas. O autor se formou na Faculdade de Filosofia de Itabuna (Fafi), onde ampliou seus horizontes e cultivou sua paixão pela leitura e pela escrita.
Rosário destaca a importância de Durval na fundação do Jornal Tabu, uma publicação que completou 50 anos de trajetória, e seu envolvimento em congressos religiosos e culturais, como as comemorações do centenário do renomado escritor Afrânio Peixoto. Essas experiências, narradas com desenvoltura, oferecem ao leitor uma visão abrangente do contexto em que Durval se desenvolveu como escritor e cidadão.
A obra “Nos Escrínios da Memória” não apenas documenta a vida de Durval, mas também serve como um testemunho da história de Canavieiras e de seu povo, onde cada memória é uma peça fundamental na construção da identidade cultural da região. Assim, o livro se torna uma leitura indispensável para aqueles que desejam entender não só a vida do autor, mas também a rica tapeçaria cultural que permeia sua narrativa.
Conclusão: Um Legado Literário
Por fim, a análise de Walmir Rosário sobre “Nos Escrínios da Memória” reflete a relevância da obra de Durval Pereirada França Filho na preservação da memória cultural de Canavieiras. O autor nos convida a uma profunda reflexão sobre nossas próprias memórias e a importância de contá-las. Com uma prosa clara e envolvente, Durval nos ensina que cada história individual é parte de uma narrativa coletiva que merece ser celebrada e lembrada.


