PIB chinês avança, mas desaceleração preocupa
O Produto Interno Bruto (PIB) da China registrou um crescimento de 5% em 2025, conforme dados divulgados pelo governo nesta segunda-feira. Essa expansão foi fortemente influenciada pelas exportações, que representaram aproximadamente um terço do aumento econômico, mesmo em um ambiente marcado por tarifas comerciais elevadas estabelecidas durante a presidência de Donald Trump. Entretanto, o país enfrentou uma desaceleração em sua economia no último trimestre do ano, afetada por um consumo interno fraco, resultado da queda drástica na taxa de natalidade – que atingiu seu menor patamar desde 1949 – e a grave crise de endividamento no setor imobiliário.
As autoridades chinesas, que são responsáveis por gerir a segunda maior economia do mundo, haviam definido uma meta de crescimento próximo a 5% para o ano passado, seguindo uma expansão similar de 5% em 2024. No quarto trimestre, a economia da China cresceu 4,5%, alinhando-se com as previsões, apesar da desaceleração acentuada observada no final do ano, de acordo com dados oficiais. O comércio varejista, um importante indicador de gasto interno, registrou um crescimento de apenas 0,9% em dezembro, o menor patamar desde o auge da pandemia de Covid-19, conforme relatórios da Oficina Nacional de Estatística (ONE).
Desafios demográficos e endividamento
Paralelamente, a taxa de natalidade do país apresentou uma queda alarmante em 2025, atingindo o nível mais baixo já registrado, segundo informações oficiais. A população da China já enfrenta uma diminuição pelo quarto ano consecutivo, mesmo com as tentativas do governo de reverter essa tendência negativa. Em 2024, foram registrados apenas 7,92 milhões de nascimentos, correspondendo a uma taxa de 5,63 nascimentos a cada 1.000 habitantes, a menor desde que a coleta de dados começou em 1949, conforme dados da Oficina Nacional de Estatística.
Adicionalmente, a produção industrial apresentou um crescimento de 5,2% em dezembro, embora esse número represente uma desaceleração em comparação ao crescimento de 5,8% no mesmo mês de 2024, segundo a ONE. Esses números acendem um sinal de alerta para a dinâmica econômica da China, uma vez que a desaceleração do crescimento combinado com a crise de natalidade e o endividamento no setor imobiliário podem ter implicações profundas para a economia do país nos próximos anos. O cenário atual, portanto, exige atenção redobrada das autoridades e uma reevaluation das estratégias de crescimento econômico.


