Crise no meio-campo do Bahia e o impacto nas principais peças
O Bahia atravessa uma fase complicada, e o desempenho dos seus meias reflete diretamente esse cenário turbulento vivido pelo clube ao longo da primeira metade da temporada. Entre os jogadores que compõem o setor, o volante Caio Alexandre enfrenta uma situação delicada, marcada por uma sequência de lesões que comprometeram seu rendimento desde 2025.
Caio Alexandre passou quase três meses afastado dos gramados entre agosto e novembro do ano passado devido a uma lesão na coxa. Desde então, o atleta ainda não conseguiu retomar o nível que apresentou na temporada anterior, considerada a sua melhor no clube. A queda de desempenho é perceptível, inclusive, ao observar a redução significativa de seus minutos em campo quando comparados a 2024, ano em que foi um dos destaques tricolores.
Após a recente partida contra o Botafogo, o técnico Rogério Ceni comentou sobre a situação de Caio: “Infelizmente, o Caio, nos últimos seis meses, vem sempre com lesões. Uma lesão maior e depois uma pequena. Isso atrapalha muito na evolução física. O Caio precisa trabalhar a parte física. A lesão da mão não vai interferir na preparação dele na intertemporada. Com a bola no pé, ele é diferente de tudo para distribuir jogo. Mas ele vai ter que evoluir na parte física para ser o Caio que todo mundo conhece. Isso não é segredo”.
Desgaste físico afeta Everton Ribeiro, mas números ainda são consistentes
Outro nome importante do meio-campo é Everton Ribeiro, que apesar de apresentar queda na sua performance física, mantém números relevantes na temporada. O camisa 10 é o principal garçom do Bahia até agora, somando cinco assistências. Ele ocupa a sétima posição entre os jogadores com mais minutos disputados, tendo atuado por 1.502 minutos.
Everton Ribeiro foi titular em 17 dos 19 jogos que disputou nesta temporada. Contudo, sua condição física chamou a atenção do treinador, que optou por escalá-lo no banco de reservas na última partida contra o Botafogo. A avaliação técnica indica que o desgaste pode estar influenciando seu rendimento em campo, mesmo que sua participação ofensiva continue relevante.
Jean Lucas sente os efeitos da sequência intensa e perde espaço
Jean Lucas iniciou a temporada em alta, especialmente após ser convocado para a seleção brasileira em setembro do ano passado, quando vivia grande fase. O meio-campista se destacou nos últimos clássicos Ba-Vi, anotando gols decisivos na final do Campeonato Baiano e no empate pela Série A. No entanto, seu desempenho caiu ao longo de 2026, e ele perdeu a titularidade no elenco.
Contra o Botafogo, Jean sequer entrou em campo, permanecendo no banco de reservas. Rogério Ceni atribuiu essa oscilação à sequência intensa de jogos, que afetou o rendimento do jogador: “E depende deles para continuarem sendo esses jogadores, com a importância. Eu reconheço que eles são fundamentais para mim. Tenho orgulho de trabalhar com eles, que são talentosíssimos. Mas vai depender deles nessas quatro semanas de pré-temporada para se colocarem novamente. Acho bom também a concorrência. O Erick ganhou minutos, o Nestor, o Nico. Essa concorrência vai fazer com que eles tenham que melhorar na parte física nessa intertemporada”.
Essa pausa no calendário se apresenta como uma oportunidade para a recomposição física e técnica desses pilares do meio-campo do Bahia, que terão a chance de retomar a forma ideal para a sequência da temporada. A preparação para os próximos compromissos será fundamental para que o time volte a ter equilíbrio e criatividade no setor, peças essenciais para a busca por melhores resultados.

