Resultados Positivos para o Setor Agropecuário
No ano em que celebra 130 anos de existência, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri) encerra 2025 com uma série de avanços significativos para o agronegócio baiano. O balanço destaca entregas estruturantes, projetos estratégicos em andamento e autorizações de obras que impactam diretamente a produção rural, reafirmando o compromisso do Governo do Estado com o desenvolvimento agropecuário, a geração de renda, a sustentabilidade e a melhoria da qualidade de vida da população rural.
Os resultados já demonstram um panorama otimista. A Bahia liderou as exportações agrícolas do Nordeste no primeiro trimestre de 2025, totalizando cerca de US$ 1,5 bilhão, com um crescimento expressivo de 9,15%. Produtos como cacau, café, fibras têxteis e celulose foram os principais responsáveis por esse avanço. O estado se consolidou como o maior produtor de café da região Nordeste e ocupa a quarta posição no Brasil, com uma previsão de produção de 4,4 milhões de sacas em 2025.
“O cenário atual mostra uma Bahia que planeja, executa e entrega resultados concretos. Avançamos em projetos estruturantes que fortalecem a produção, geram renda, ampliam mercados e chegam diretamente à vida das pessoas, seja no campo ou na cidade. Investimos em sanidade animal, sustentabilidade, inovação, infraestrutura e pesquisa, sempre com diálogo permanente com produtores, municípios e instituições parceiras”, afirmou o secretário da Agricultura da Bahia, Pablo Barrozo.
Inovação e Segurança na Pecuária
Entre as iniciativas mais relevantes do ano, destaca-se o lançamento do projeto piloto de identificação individual e rastreabilidade de bovinos na Bacia do Rio Grande. Esta ação, fruto de um Acordo de Cooperação Técnica entre a Seagri, a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) e representantes do setor produtivo, visa modernizar o sistema de rastreabilidade animal, aumentando a competitividade da pecuária, garantindo a segurança sanitária e abrindo novos mercados.
No âmbito da saúde pública e proteção dos rebanhos, a Seagri lançou o Programa de Controle Populacional Ético de Cães no Semiárido, com um investimento de R$ 5 milhões. Este programa prevê a realização de 10 mil castrações em 36 municípios das Bacias do Jacuípe e do Sisal até março de 2026, utilizando mutirões, castramóveis e clínicas conveniadas.
A entrega de mais de 220 equipamentos agrícolas aos municípios também merece destaque, beneficiando produtores e fortalecendo cadeias produtivas essenciais, como a bovinocultura de leite. Além disso, a Bahia foi reconhecida internacionalmente como Zona Livre de Febre Aftosa sem Vacinação, um resultado de trabalho técnico contínuo que melhora a sanidade no estado e expande as oportunidades comerciais.
Compromisso com a Sustentabilidade
A sustentabilidade foi um dos focos principais, com um investimento inédito de R$ 10 milhões no Plano ABC+, por meio do Prodeagro. Este plano estimula práticas agrícolas com baixa emissão de carbono e desenvolvimento de projetos sustentáveis no campo. Outra ação relevante foi a parceria com a Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (Abaf) para implantar um programa de arborização urbana em dez cidades, começando por Barreiras, com o plantio de mil mudas de espécies nativas.
A adesão à plataforma Mapa Conecta, do Ministério da Agricultura e Pecuária, também foi um passo significativo para integrar a Bahia na principal rede de inovação agropecuária do Brasil. Essa iniciativa já conta com um Comitê Gestor formado por mais de 50 instituições e culminará na elaboração do Plano Estadual de Inovação Agropecuária.
Além disso, o Centro Tecnológico Agropecuário da Bahia (Cetab) recebeu R$ 10 milhões para modernização de laboratórios e ampliação de sua estrutura, liderando 28 projetos de pesquisa, incluindo um estudo premiado sobre o mel de cacau.
Fortalecimento do Diálogo Setorial
A reativação das Câmaras Setoriais da Agropecuária também foi um passo importante para reestabelecer o diálogo entre produtores, gestores municipais e a sociedade civil. Durante a Fenagro, um termo de cooperação com a Fundação Luís Eduardo Magalhães (Flem), no valor de R$ 10 milhões, foi firmado para revitalizar até 23 câmaras, abrangendo diversas cadeias produtivas, como cacau, pecuária, leite, citricultura, grãos, fruticultura e sisal. O ano foi marcado pela reabertura da Câmara Setorial da Citricultura e pela entrega da primeira Unidade Experimental Demonstrativa do Citrus, em Entre Rios, com planos para implantar outras nove unidades na região.


