Operação da Polícia Federal Revela Salários Elevados e Investigação de Servidores
Uma recente operação da Polícia Federal, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, trouxe à tona uma grave situação envolvendo servidores públicos da Receita Federal. Na terça-feira (17), foram revelados detalhes que colocam esses profissionais sob suspeita de vazamento de dados sigilosos de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e também da Procuradoria-Geral da República (PGR). O inquérito investiga quatro funcionários, localizados em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, que possuem remunerações que superam os R$ 38 mil mensais, colocando-os no topo da escala salarial do serviço público.
A investigação está inserida no âmbito do Inquérito das Fake News e visa apurar se os dados vazados — que abrangem informações pessoais, como as da esposa de Moraes, Viviane Barci — foram vendidos ou se houve motivações políticas por trás destes atos. Segundo informações do STF e do Portal da Transparência, os salários brutos dos referidos servidores variam entre R$ 11 mil e R$ 38 mil, podendo ultrapassar os R$ 51 mil com gratificações e outros benefícios.
Todos os suspeitos foram afastados de suas funções e estão convocados a prestar depoimento à Polícia Federal. Entre os investigados estão:
- Luciano Pery Santos – Técnico do Seguro Social na Receita Federal em Salvador (BA), funcionário desde 1983, com salário bruto de R$ 11.517,49.
- Luiz Antônio Martins Nunes – Funcionário do Serpro no Rio de Janeiro, atuando na delegacia da Receita Federal no Centro, servidor desde 1981, com remuneração de R$ 12.778,82.
- Ricardo Mansano de Moraes – Auditor fiscal da Receita Federal em São José do Rio Preto (SP), servidor desde 2007, com salário bruto de R$ 38.261,86, podendo chegar a R$ 51.675,41 com benefícios.
- Ruth Machado dos Santos – Técnica do Seguro Social na Receita Federal do Guarujá (SP), servidora desde 1994, recebendo R$ 11.128,16.
O STF ressaltou que os servidores realizaram “diversos e múltiplos acessos ilícitos” ao sistema da Receita Federal, o que resultou no comprometimento de dados de membros do Supremo, da PGR e de seus familiares, incluindo informações da advogada Viviane Barci, esposa de Alexandre de Moraes.
A Receita Federal declarou que a ação da Polícia Federal foi baseada em informações fornecidas pelo próprio órgão, além de confirmar que um procedimento investigativo está em andamento. Para aprofundar as investigações, o ministro Moraes também ordenou a quebra do sigilo bancário dos servidores, com o intuito de verificar se houve a venda das informações sigilosas.


