Oportunidades de Negócios e Sustentabilidade
A Bahia desponta como um polo promissor no setor energético, refletindo um legado histórico em exploração e produção de petróleo. No entanto, o estado está se reinventando e se destacando em projetos de transição energética, abrangendo áreas como geração de energia eólica e solar, além da produção de combustíveis renováveis. Essa transformação foi abordada pelo diretor-presidente da Bahianveste, Paulo Guimarães, em uma entrevista à Brasil Energia durante o evento Ibem 2026, que ocorreu em Salvador entre 24 e 27 de março.
Guimarães enfatizou a importância da recuperação do protagonismo baiano no setor energético, que se concretiza por meio da implementação de novos projetos. A agência de promoção de investimentos busca transformar o potencial do estado em oportunidades concretas de negócios, criando empregos e fortalecendo a economia local, especialmente em regiões mais remotas.
“A Bahia possui um potencial imenso no setor de energia, que começou com a produção de petróleo, a primeira refinaria e o Polo Petroquímico de Camaçari. Agora, com a crescente adoção de fontes renováveis, o estado redescobriu sua vocação”, observou o executivo. Ele destacou a importância das indústrias de energia eólica e solar, que estão posicionadas em regiões com os melhores ventos do mundo, permitindo o desenvolvimento de projetos que atendem tanto o mercado interno quanto as demandas de exportação.
O executivo também mencionou que o potencial da energia eólica e solar está abrindo novas oportunidades para a produção de hidrogênio no estado. O governo baiano lançou um plano estadual focado na produção de hidrogênio, priorizando seu uso local. “Não queremos apenas produzir hidrogênio, mas sim agregar valor a ele”, afirmou Guimarães, citando a produção de hidrogênio verde e suas aplicações em fertilizantes nitrogenados e na mineração.
Além disso, Guimarães destacou que a Bahianveste está comprometida com uma transição energética justa, onde os projetos gerem benefícios diretos para a população. “Essas iniciativas, na medida do possível, vão garantir o acesso à energia em áreas carentes e integrar agricultores familiares em suas cadeias produtivas. Também buscamos contratar empresas locais para serviços que antes eram terceirizados”, acrescentou o diretor-presidente.
Exemplos notáveis incluem cidades que recebem projetos de energia eólica e solar, além da instalação da usina de etanol da Impasa e a reativação do estaleiro Enseada, que se dedica à construção de embarcações para exploração de petróleo e gás. Estas ações têm o potencial de estimular uma rede local de pequenas e médias empresas, fomentando a abertura de novos negócios e fortalecendo a economia regional.


