Discussões relevantes sobre saúde mental e igualdade de direitos
A OAB Subseção Feira de Santana promoveu, na última segunda-feira (23/03/2026), a VI Conferência da Mulher, que abordou temas essenciais como advocacia, inteligência artificial e saúde. O evento reuniu advogados, estudantes de Direito e o público em geral com o objetivo de debater os direitos das mulheres, a saúde mental no exercício da profissão e o impacto da tecnologia no campo jurídico.
Realizada na sede da instituição, a conferência contou com o apoio da OAB Seccional Bahia, da Escola Superior da Advocacia (ESA) e da Caixa de Assistência aos Advogados da Bahia (CAAB). A programação foi estruturada em painéis temáticos, permitindo que especialistas e profissionais da advocacia discutissem os desafios e as oportunidades enfrentados por mulheres no setor.
Saúde mental: um tema de destaque
Durante o evento, a presidente da Comissão em Defesa dos Direitos das Mulheres, Esmeralda Halana, enfatizou a relevância da conferência como um espaço de reflexão sobre a atuação feminina na advocacia. O tema da saúde mental emergiu como uma pauta crucial, especialmente considerando as pressões impostas pela rotina jurídica, que inclui prazos apertados, demandas processuais e a exigência constante de desempenho.
O debate visou não apenas conscientizar os participantes sobre a saúde mental, mas também incentivar a adoção de práticas que promovam um ambiente de trabalho mais equilibrado e saudável. A reflexão sobre essas questões é fundamental para o bem-estar dos profissionais do Direito.
Inteligência artificial e suas implicações na advocacia
Outro ponto central da conferência foi a discussão em torno da inteligência artificial e suas aplicações no Direito. O tema abordou as transformações que a tecnologia digital já está promovendo no mercado jurídico, demandando dos advogados uma atualização contínua e técnica. Lorena Peixoto, presidente da OAB Feira, destacou que as inovações tecnológicas têm impactado diretamente o Judiciário e a prática da advocacia.
As discussões incluíram o uso de ferramentas digitais que facilitam a gestão de processos e a otimização das atividades jurídicas, refletindo diretamente na produtividade dos escritórios de advocacia. Essa evolução tecnológica impõe um novo cenário que os profissionais precisam entender e se adaptar.
Direitos das mulheres: uma análise multidimensional
A programação da conferência também abordou os direitos das mulheres sob diversas perspectivas, incluindo aspectos sociais, profissionais e institucionais. Thayane Ingrid, vice-presidente da comissão, destacou a importância de uma análise integrada que considere saúde, meio ambiente de trabalho e a atuação das profissionais na advocacia.
Essa abordagem visa não só ampliar a compreensão acerca dos desafios enfrentados pelas mulheres no setor, mas também fortalecer a atuação institucional na defesa de seus direitos. O fortalecimento desse debate é essencial para promover mudanças significativas na realidade da advocacia feminina.
Palestras enriquecedoras e troca de experiências
O evento também propiciou uma rica troca de experiências por meio de palestras conduzidas por especialistas. O primeiro painel foi mediado pela advogada e psicóloga Fernanda Marques e contou com as contribuições da psicóloga Flaviane Alves e da advogada Luana Sanches, que abordaram questões pertinentes à saúde mental e à atuação profissional feminina.
No segundo painel, as advogadas Larissa Sento Sé e Maria Clara Seixas, sob a mediação de Laura Nogueira, integrante da comissão organizadora, apresentaram reflexões sobre o papel das mulheres na advocacia contemporânea e as novas demandas que surgem com a tecnologia e a pressão do mercado.


