Astrologia e Tarô fazem parte da rotina de 3 em cada 10 adultos
Trinta por cento dos adultos recorrem a práticas como astrologia, leituras de cartas de tarô ou consultas com videntes pelo menos uma vez ao ano. Esse dado vem de um estudo do Pew Research Center, que entrevistou 9.593 pessoas para entender a presença dessas práticas místicas na vida contemporânea. O resultado mostra que, mesmo com a influência crescente do mundo digital e o predomínio do pensamento racional, a busca por símbolos e autoconhecimento ainda é muito frequente nas cidades.
Entre entretenimento e busca por orientações práticas
Para a maioria, essas práticas são encaradas como entretenimento passageiro. No entanto, uma parcela significativa usa essas ferramentas como orientação para decisões do dia a dia. Cerca de 10% dos entrevistados afirmam que buscam nesses recursos visões úteis para suas vidas. Além disso, 14% consultam o horóscopo mensalmente, e 6% o fazem semanalmente.
Perfis e comportamentos que se destacam
A adesão a essas práticas varia conforme o gênero, idade e identidade dos participantes. A crença na influência dos astros é mais forte entre as mulheres, com 35% delas envolvidas, contra 18% dos homens. O grupo de mulheres abaixo dos 50 anos lidera esse interesse, chegando a 43%. Essa parcela costuma associar a astrologia a rituais de bem-estar, como banhos terapêuticos, meditação e técnicas de relaxamento.
Leia também: Messi, Vini Jr. e Haaland: O Que Significa Ter o Mesmo Signo na Copa do Mundo 2026?
Fonte: novaimperatriz.com.br
Leia também: Lula e Bolsonaro: O que o Ano de Marte Reserva para 2026?
Fonte: amapainforma.com.br
O tarô alcança 11% do público geral ao longo do ano, mas é especialmente popular entre os jovens de 18 a 29 anos, onde quase 25% consultam as cartas regularmente. Na comunidade LGBTQIA+, o horóscopo é ainda mais presente, com 54% aderindo ao menos uma vez ao ano.
Confiança e limites nas decisões
Apesar do uso frequente, a confiança plena nessas práticas para guiar decisões importantes é baixa. Apenas 1% confia totalmente nas previsões para definir rumos da vida, e 5% confiam de forma moderada. A maioria prefere ver essas consultas como momentos de reflexão ou curiosidade.
Astrologia ultrapassa barreiras religiosas
O estudo também identificou pouca diferença entre grupos religiosos e não religiosos. Entre cristãos, 27% leem o horóscopo ao menos uma vez por ano, enquanto entre pessoas sem afiliação religiosa esse número sobe para 35%. Isso demonstra que a busca por orientação em cartas e astros se consolidou como fenômeno cultural amplo, independente de dogmas religiosos.

