Contexto do Caso na Bahia
A turista Gisele Madrid Spencer Cesar, de 50 anos, está no centro de uma polêmica em Salvador após ser acusada de injúria racial. Segundo relatos, Gisele teria cuspido em uma comerciante e proferido ofensas raciais, dizendo repetidamente que era “branca”. Após o incidente, Gisele foi levada para a Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (Decrin), onde permanece à disposição da Justiça.
A polícia local destacou que a turista continuou a manifestação de sua conduta discriminatória mesmo na delegacia, ao solicitar ser atendida por um delegado de pele branca, o que gerou ainda mais repercussão em torno do caso.
Até o fechamento desta reportagem, a equipe do g1 não havia conseguido contato com a defesa de Gisele para obter mais informações sobre sua versão dos fatos.
Acusações e Detalhes do Incidente
Gisele é acusada de injúria racial contra a comerciante Hanna, que trabalhava na Praça das Artes Mestre Neguinho do Samba, no Pelourinho. Em entrevista à TV Bahia, Hanna descreveu o momento de hostilidade. Segundo ela, Gisele a chamou de “lixo” e ainda afirmou: “eu sou branca”, enquanto a ofendia. Hanna relatou: “Fiz uma venda e, ao retirar um balde, ela disse: ‘Vai mais um lixo’. Quando questionei, ela reafirmou que eu era um lixo e, em seguida, cuspiu em mim.” A comerciante ainda mencionou que o segurança do evento estava tentando afastar Gisele devido a problemas que ela já havia causado anteriormente.
A vítima também ressaltou que a abordagem da polícia não foi adequada. “Se dependesse da segurança, ela não teria sido levada à delegacia. Quando o agente que atendeu a ocorrência sugeriu que fôssemos juntas na mesma viatura, eu me recusei, afirmando que, se fosse o contrário, eu estaria no porta-malas e ainda algemada. A paciente da situação teve toda a liberdade enquanto eu estava sendo ofendida,” destacou Hanna.
Quem é Gisele Madrid?
Identificada como Gisele Madrid Spencer Cesar, a mulher de 50 anos é natural do Rio Grande do Sul e estava em Salvador a turismo. A motivação de sua viagem e sua permanência na cidade ainda não foram esclarecidas pelos veículos de comunicação locais.
Prisão e Audiência de Custódia
Gisele passou por uma audiência de custódia no dia 23, onde um juiz avaliará a legalidade da prisão e decidirá se ela permanecerá detida. A turista foi detida durante o evento, mas Hanna, a vítima, expressou descontentamento com a maneira como a situação foi conduzida.
Penalidades Previstas para Injúria Racial
Como a injúria racial é equiparada ao crime de racismo, que é considerado inafiançável e imprescritível, as penalidades podem variar de dois a cinco anos de prisão. Essa informação é crucial para entender a gravidade da acusação contra Gisele Madrid.


