O foco no crescimento financeiro para 2026
Um estudo realizado pelo Sebrae Bahia mostra que a maioria dos pequenos negócios no estado tem como prioridade a ampliação do faturamento em 2026. De acordo com a pesquisa, 68% dos empreendedores baianos sinalizaram essa meta como essencial. Além disso, 47% dos entrevistados pretendem aprimorar a gestão, enquanto 38% buscam aumentar os lucros, refletindo um otimismo predominante em relação ao cenário econômico futuro.
A investigação foi conduzida entre os dias 5 e 12 de janeiro de 2026, utilizando questionários enviados por e-mail. O levantamento ouviu aproximadamente 60 mil empresários classificados como Microempreendedores Individuais (MEIs), Microempresas (MEs) e Empresas de Pequeno Porte (EPPs) em todo o território baiano. Para quem tiver interesse, o estudo completo está disponível para consulta pública sem custos.
Destaques para as datas comemorativas
As datas comemorativas são vistas como oportunidades estratégicas para o aumento nas vendas. Entre os períodos mais promissores, o Natal se destaca, com 50% dos entrevistados reconhecendo-o como o momento ideal para impulsionar as vendas. O São João e o Dia das Mães também aparecem na lista, com 42% e 35% das menções, respectivamente. Tais datas não só refletem a importância do calendário comercial, mas também a relevância cultural que impacta a economia baiana.
Conforme aponta o Sebrae, essas datas são cruciais para o planejamento financeiro e para a definição de estratégias de estoque, marketing e relacionamento com clientes, especialmente para as pequenas empresas que são mais afetadas pela sazonalidade.
Demandas por apoio em vendas e gestão
Embora a visão otimista predomine, a pesquisa também evidencia desafios significativos. As áreas que mais demandam apoio para alcançar as metas de 2026 são Vendas, apontadas por 66% dos entrevistados, e Administração, Gestão e Direção, mencionadas por 60% deles.
No âmbito das vendas, os empreendedores precisam de suporte em estratégias de comercialização, técnicas de negociação e melhoria no relacionamento com clientes. Ao que diz respeito à gestão, as dificuldades incluem planejamento de longo prazo, controle orçamentário, liderança e organização administrativa, que são aspectos historicamente complicados para pequenos negócios.
Confiança na economia e expectativas de crescimento
Anderson Teixeira, analista técnico do Sebrae Bahia, destaca dois pontos importantes na avaliação do estudo. Ele observa que 60% dos pequenos empresários demonstram confiança na economia, tanto a nível baiano quanto brasileiro, e planejam aumentar seus faturamentos em mais de 15% em comparação ao ano anterior.
Sob a perspectiva da inflação, a análise também é positiva. Aproximadamente 46% dos entrevistados acreditam que os índices inflacionários vão cair, enquanto 35% esperam que se mantenham estáveis. Somente 19% projetam um aumento, o que ajuda a criar um ambiente mais previsível para o planejamento empresarial.
Inovações em marketing e tecnologia
A pesquisa também traz à tona mudanças significativas nas áreas de capacitação desejadas pelos empreendedores. O Marketing Digital (43%) e a Criatividade e Inovação (42%) são vistos como fundamentais para eventos empresariais em 2026, evidenciando a consolidação do digital como eixo estratégico para pequenos negócios.
Das tendências de mercado com maior impacto esperado, os dados indicam que a personalização do atendimento e a experiência do cliente são primordiais (52%), seguidas pela automação e uso de Inteligência Artificial (46%) e marketing de influência (42%). Notavelmente, 47% dos entrevistados já utilizam soluções de IA em suas operações, o que denota uma crescente adoção de tecnologias avançadas, mesmo entre empresas menores.
Perspectivas cautelosas sobre financiamentos
Por fim, a pesquisa também procurou entender a disposição dos empreendedores em relação ao crédito. Mais da metade (52%) afirmou que não pretende buscar financiamentos em 2026. Outros 40% consideram a possibilidade de empréstimos, mas somente se as taxas de juros forem favoráveis. Por outro lado, 8% dos entrevistados se mostram abertos a utilizar créditos sem receios.


