Aumento do preço do gás de cozinha pressiona orçamento das famílias na Bahia
O preço do gás de cozinha na Bahia sofreu um reajuste de quase 10%, conforme anunciado pela Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe. Com essa alta, o custo do botijão pode subir entre R$ 8 e R$ 10 para o consumidor final, representando um impacto direto no orçamento doméstico, especialmente para as famílias de baixa renda.
Segundo Robério Souza, diretor do Sindicato dos Revendedores de Gás (SindRevGás), esse aumento será sentido imediatamente pelos consumidores. “O aumento vai ter um impacto significativo, porque o gás vai aumentar entre R$ 8 e R$ 10. O consumidor já vai sentir o peso a partir de hoje”, afirmou.
Valores praticados em Salvador e região metropolitana
Antes do reajuste, o preço médio do botijão em Salvador e região metropolitana estava em torno de R$ 145. Com o novo valor, o custo poderá variar entre R$ 155 e R$ 158, o que representa um aumento considerável para quem depende do gás de cozinha no dia a dia.
Robério Souza destaca que, se comparado a dezembro de 2025, o gás está quase 30% mais caro para o consumidor. “Se comparar, o gás está quase 30% mais caro do que o consumidor pagava em dezembro de 2025”, ressaltou o diretor do SindRevGás.
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Revendedores enfrentam desafios com margem de lucro reduzida
Dedê, que vende botijões de gás no subúrbio de Salvador, relata que já precisou ajustar seus preços. Ele comercializa o botijão por R$ 130 para retirada no local e R$ 140 com entrega em domicílio, e estima que o aumento de R$ 10 entrará em vigor já a partir desta segunda-feira.
“O consumidor reclama bastante, mas a situação também está muito apertada para a gente. É difícil manter”, explicou Dedê, evidenciando as dificuldades enfrentadas pelos revendedores diante dos sucessivos reajustes.
Além disso, o programa federal “Gás do Povo”, que oferece recarga gratuita de botijões de até 13 kg para famílias de baixa renda, tem pressionado ainda mais a margem de lucro dos revendedores. Muitos deles já não veem vantagem financeira em continuar participando do programa.
Robério Souza destaca essa preocupação: “A rede revendedora vê isso com muita preocupação, porque não existe margem de lucro. A gente entende que é um projeto social, mas o revendedor não pode ter prejuízo nessa operação. Muitos não aderiram e outros já pensam em não renovar quando o contrato acabar. É impossível trabalhar nesses moldes financeiros”.
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Fonte: rjnoar.com.br
Dedê complementa: “Eu recebo em torno de R$ 106,39 por botijão ofertado no programa. Praticamente não existe margem de lucro. Quando começou, ainda havia uma margem pequena, mas agora, com o aumento, ela desapareceu”.
Histórico recente dos reajustes no preço do gás
O preço do gás de cozinha já passou por outros reajustes importantes neste ano. Em 2 de janeiro, houve um aumento de 2,38%. Já em 15 de abril, o reajuste ultrapassou 15%, elevando ainda mais o custo desse item essencial para os lares baianos.
Esses aumentos sucessivos refletem nas finanças das famílias e nos negócios dos revendedores, evidenciando a pressão sobre o setor e o impacto direto no consumo e na economia local.

