Histórico de Problemas da Ângelo Som e Entretenimento
A empresa Ângelo Som e Entretenimento, responsável pelo caminhão que perdeu o controle e colidiu com um museu no Centro Histórico de Salvador na madrugada deste domingo (22), não é estranha a controvérsias legais. Em 2024, a companhia foi alvo de investigações do Ministério Público da Bahia (MP-BA) relacionadas a contratações públicas no município de Euclides da Cunha, localizado a aproximadamente 320 km da capital baiana.
O incidente ocorrido no Largo do Pelourinho, um dos locais mais icônicos de Salvador, gerou preocupação entre cidadãos e autoridades. À medida que as investigações se desenrolam, muitos se perguntam sobre as implicações desse evento trágico e o histórico da empresa envolvida. Em setembro de 2024, a Justiça baiana já havia tomado medidas drásticas ao suspender a execução de contratos e pagamentos que a prefeitura de Euclides da Cunha havia firmado com a Ângelo Som e Entretenimento.
O contexto dessa suspensão se deu em meio a um processo de auditoria das contratações públicas da cidade, onde a empresa era encarregada de fornecer serviços de estrutura, sonorização e iluminação para a festa de aniversário do município. Essa situação levanta questões sobre a capacidade da empresa em cumprir contratos de forma segura, especialmente após o acidente que vitimou o patrimônio cultural em Salvador.
Especialistas em gestão pública afirmam que o caso destaca a importância de um rigoroso processo de seleção na contratação de empresas para eventos públicos, especialmente em locais com grande circulação de pessoas. “É fundamental que haja um acompanhamento mais rígido das empresas contratadas, para evitar situações como essa, que podem causar danos irreparáveis”, comentou um professor de administração pública que preferiu não se identificar.
Com a repercussão do acidente e a série de questionamentos levantados sobre a Ângelo Som e Entretenimento, fica evidente que as autoridades precisarão examinar mais de perto as práticas de contratação pública na Bahia. O foco agora se volta tanto para a segurança das operações de empresas prestadoras de serviços quanto para a responsabilidade das instituições que as contratam, garantindo que não haja falhas que coloquem em risco o patrimônio e a vida das pessoas.
Enquanto isso, o público aguarda desdobramentos sobre o acidente e as resoluções legais relacionadas à empresa. Os impactos desse caso podem não se restringir apenas ao incidente em Salvador, mas também afetar a reputação e a continuidade dos negócios da Ângelo Som e Entretenimento em outras áreas do estado.


