Suspensão de Serviços nas UPAs em Salvador
Um complicado cenário tem afetado a saúde pública na Bahia. Recentemente, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) decidiu suspender a oferta de serviços de avaliação vascular especializada nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) que operam sob a gestão municipal. O comunicado oficial foi enviado à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) na última terça-feira (31).
A interrupção, que começou a valer a partir desta quarta-feira (1º), não possui prazo definido para retorno. O ofício, assinado pela Diretoria de Regulação, Controle e Avaliação (DRCA/SMS), sob a liderança de Daniela Alcântara, pede que a regulação estadual intervenha para garantir que os usuários que forem impactados pela decisão continuem recebendo assistência.
Preocupações da Secretaria Estadual de Saúde
A Sesab rapidamente se manifestou em relação à decisão, expressando sua preocupação com a abrupta suspensão dos serviços, que pode causar desorganização na rede de atendimento. De acordo com a Sesab, os pacientes que necessitam de avaliações especializadas para condições vasculares ficarão sem suporte nas UPAs municipais, o que pode resultar em aumento do tempo de espera e agravar a condição clínica de muitos.
Anteriormente, tais demandas eram tratadas por médicos das unidades municipais. Com essa mudança, os pacientes precisarão ser encaminhados para unidades estaduais, que já enfrentam uma sobrecarga significativa de atendimentos.
Situação Complicada para os Usuários
No ofício enviado pela DRCA/SMS, é destacado que “não há previsão para a retomada das referidas avaliações”, ao mesmo tempo que a secretaria se coloca à disposição para discutir estratégias de transição que possam amenizar os impactos sobre o acesso e a continuidade do cuidado na rede compartilhada.
A Sesab enfatiza que a responsabilidade pelo fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) é uma tarefa que deve ser compartilhada entre todas as esferas de gestão. A interrupção do atendimento nas unidades municipais, segundo a secretaria, representa um retrocesso e fragiliza o suporte ao cidadão.
Declarações da Sesab sobre a Situação
Em um comunicado, a Sesab reiterou seu compromisso com a saúde da população da Bahia, afirmando que não poderá se esquivar da responsabilidade de atender os pacientes afetados. “É importante ressaltar que a interrupção desse serviço nas unidades municipais de Salvador é uma decisão da Prefeitura, que fragiliza o atendimento e resulta em uma carga desnecessária para o Estado. O fortalecimento do SUS exige um comprometimento colaborativo de todas as partes envolvidas”, afirmou a secretaria em nota oficial.
Essa situação, sem dúvida, levanta questões críticas sobre o funcionamento do sistema de saúde na capital baiana e as repercussões dessa escolha em um momento em que o acesso a cuidados médicos já é um desafio para muitos.


