Ampliação da vacinação contra Influenza na Bahia
A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) iniciou, nesta segunda-feira (8), a ampliação da vacinação contra a Influenza para toda a população com mais de seis meses de idade nos 417 municípios baianos. Essa medida, que segue até 17 de junho, foi tomada em parceria com o Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde e tem como objetivo aumentar a cobertura vacinal em todo o estado, garantindo uma proteção coletiva mais ampla.
Com o fim da campanha direcionada aos grupos prioritários, encerrada em 30 de maio, a Sesab aproveita o estoque de imunizantes distribuídos às redes municipais para descentralizar o acesso à vacina. Essa estratégia é fundamental para proteger um número maior de pessoas durante o período de maior circulação de vírus respiratórios na região.
Vacina atualizada e eficaz contra cepas recentes
O imunizante trivalente disponível na rede pública foi atualizado para conter as cepas mais recentes do vírus Influenza em circulação, incluindo Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B. Essa vacina atua como uma barreira essencial para evitar o agravamento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que pode levar a internações e complicações sérias.
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De acordo com a coordenadora Estadual de imunização, Vânia Rebouças, a vacina é a forma mais segura e eficaz para conter o avanço do vírus da gripe. Ela destaca que a imunização reduz significativamente o número de casos graves, hospitalizações e óbitos relacionados à doença.
Baixa adesão entre grupos prioritários e importância da vacinação
Um levantamento realizado em unidades hospitalares revela que, entre os pacientes internados em leitos de terapia intensiva (UTI) por SRAG entre 1º e 25 de maio, apenas 9,89% haviam recebido a vacina contra a Influenza. Esse dado reforça a necessidade de ampliar a cobertura vacinal para reduzir os riscos à saúde pública.
Embora a vacinação esteja liberada para toda a população, Vânia Rebouças reforça que os grupos prioritários — idosos, gestantes, puérperas, crianças menores de cinco anos e pessoas com comorbidades — devem procurar os postos de saúde para garantir a imunização. Segundo dados do painel de vacinação do Ministério da Saúde, apenas 35% dessas pessoas receberam a dose da vacina em 2026, o que indica uma baixa adesão mesmo entre os mais vulneráveis.
“Esses grupos são historicamente mais vulneráveis e apresentam maior risco de agravamento da doença. Por isso, é fundamental que busquem a vacina em seus municípios”, orienta a coordenadora.

