Fifa e Discriminação no Futebol
A Fifa iniciou um processo disciplinar contra a Federação Espanhola de Futebol após cânticos ofensivos ocorridos durante um amistoso contra o Egito, realizado em 31 de março. Segundo informações do jornal espanhol Marca, o jogo, que terminou em 0 a 0, ficou marcado por manifestações discriminatórias vindas das arquibancadas do Estádio Cornellà-El Prat.
Nos primeiros minutos da partida, torcedores começaram a entoar a frase “Quem não pula é muçulmano”, um canto que se espalhou rapidamente por várias seções do estádio. Embora o protocolo antirracista da Fifa preveja a possibilidade de interromper a partida em casos de ofensas, o árbitro búlgaro Georgi Kabakov não acionou tal procedimento, e não houve solicitação de paralisação por parte dos jogadores.
Durante o jogo, uma mensagem foi exibida no telão do estádio, alertando sobre possíveis punições para práticas discriminatórias. A Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) também reforçou essa mensagem em suas redes sociais, afirmando: “A RFEF se soma à mensagem do nosso futebol contra o racismo e condena qualquer ato de violência nos estádios”.
O episódio gerou reações entre os jogadores da seleção espanhola, como o atacante Lamine Yamal, que se manifestou nas redes sociais um dia após o jogo. “Sou muçulmano, graças a Deus. Sei que o cântico era direcionado ao adversário, mas, ainda assim, é desrespeitoso e intolerável”, escreveu ele.
A Fifa não divulgou prazos para a conclusão do processo disciplinar, mas a federação espanhola corre o risco de ser punida de acordo com as regras da entidade. Esse tipo de ação é parte dos esforços da Fifa para combater o racismo e a discriminação dentro do esporte.


