Valorização da Cultura Cacaueira
Um projeto de lei apresentado pelo deputado José de Arimatéia, do partido Republicanos, propõe a criação do Dia Estadual do Cacau na Bahia, a ser celebrado em 26 de março. A iniciativa, que atualmente tramita na Assembleia Legislativa, visa destacar e valorizar a cultura cacaueira, reconhecendo sua relevância histórica, econômica e social para o estado.
“A Bahia possui um papel fundamental na história da cacauicultura brasileira, especialmente na Região Sul, que durante décadas foi responsável por uma significativa parte da produção nacional”, ressalta o deputado, que escolheu a data em virtude de já ser comemorado o Dia Nacional do Cacau.
O projeto prevê a implementação de ações que incentivem a produção sustentável do cacau, incluindo a valorização do chocolate de origem, o reconhecimento do trabalho de produtores, trabalhadores rurais, pesquisadores e empreendedores do setor. Além disso, a proposta busca promover o turismo rural e gastronômico associado à cultura do cacau, assim como a realização de eventos, seminários, feiras e atividades educativas sobre o assunto.
Arimatéia relembra que, durante o auge da produção cacaueira, nas décadas de 1970 e 1980, a Bahia foi responsável por cerca de 70% a 80% de todo o cacau produzido no Brasil, consolidando-se como o principal polo produtor do país. Nesse contexto, a cadeia produtiva do cacau foi essencial para a economia baiana, contribuindo de maneira significativa para o Produto Interno Bruto estadual e elevando a Bahia a uma posição de destaque no cenário agrícola nacional.
O cacau, além de sua importância histórica, continua a ser um vetor vital para o desenvolvimento sustentável. O sistema cabruca, tradicionalmente utilizado na lavoura, é reconhecido por sua capacidade de preservar a Mata Atlântica, promovendo uma harmonia entre a produção agrícola e a conservação ambiental, tornando-se referência internacional em práticas agroflorestais.
Para o deputado, a valorização do cacau baiano tem ganhado nova força nos últimos anos, especialmente com a crescente produção de chocolates finos e de origem. Essa tendência agrega valor à cadeia produtiva e abre novas oportunidades econômicas para pequenos e médios produtores, reafirmando a importância do cacau na cultura e na economia da Bahia.


