Transformação Urbana e Sustentável com o VLT
A cidade de Salvador está prestes a passar por uma grande transformação com a implementação do Veículo Leve Sob Trilhos (VLT), que conta com três linhas e 43 paradas, com planos de expansão para 50 pontos. Essa iniciativa, que integra o Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, não apenas visa melhorar a mobilidade na cidade, mas também traz uma proposta de revitalização ambiental, criando áreas de lazer e gastronomia. O início das operações do primeiro trecho, conhecido como Lote 1, que liga a Ilha de São João em Simões Filho ao Comércio, é esperado para os próximos meses, com uma projeção de início para o final do primeiro semestre de 2024.
A proposta do VLT vai além da simples construção de trilhos. Com cerca de 39.961 metros de trilhos permanentes, o projeto pretende modernizar o cenário urbano de Salvador, trazendo conforto e praticidade para os moradores que transitam pelos principais pontos da capital baiana. Além disso, a implantação do modal envolve uma série de obras no entorno, que visam alinhar sustentabilidade e desenvolvimento econômico.
Linhas do VLT e seus Impactos
O VLT contará com três linhas principais: Linha 1 que liga a Ilha de São João ao Comércio, Linha 2 que conecta Paripe a Águas Claras, e Linha 3, que vai de Águas Claras a Piatã. De acordo com o projeto que o portal A TARDE teve acesso, a urbanização prevista para a iniciativa abrange 446.715,12 m², englobando obras de requalificação de praças, construção de acessos viários, ciclovias e grandes equipamentos, como um Parque Linear e uma nova orla no Subúrbio.
As intervenções de urbanização também incluem a construção de sistemas de drenagem e macrodrenagem, que prometem resolver problemas históricos de alagamentos e enchentes na região. Para isso, estão previstos 16.249,66 m de drenagem distribuídos em várias áreas críticas, como Calçada e Ilha de São João.
Foco em Sustentabilidade
A sustentabilidade é um dos pilares do projeto do VLT. Entre as ações planejadas, destaca-se o plantio de manguezais na região do Lote 1, que irão fortalecer o ecossistema local e criar barreiras naturais que protejam as comunidades litorâneas. O projeto prevê um total de 3.813 m de extensão de manguezais ao longo da Ponte de São João.
No Lote 2, mais de 4.200 árvores, incluindo espécies como ipê rosa, jatobá, pau-ferro e jacarandá, serão plantadas ao longo das paradas do VLT. Rafael Viana, um urbanista com mestrado pela Universidade Federal da Bahia, alerta que, embora a iniciativa traga benefícios, não podemos ignorar as perdas causadas pela venda de imóveis públicos.
Expectativas para o Futuro
O secretário estadual de Desenvolvimento Urbano, Joaquim Neto, comentou sobre as intervenções previstas que acompanharão a implantação do VLT. Ele enfatizou a rapidez e o conforto que o novo transporte proporcionará, além do potencial de desenvolvimento econômico que pode ser gerado nas regiões que serão atendidas. “Esse será um transporte de excelência, com maior rapidez e conforto, que fomentará o desenvolvimento do litoral norte e da região metropolitana de Salvador”, destacou.
A Companhia de Transportes da Bahia (CTB) estima que o VLT poderá atender entre 150 mil e 180 mil passageiros diariamente, com cada bloco tendo capacidade para transportar até 400 pessoas por viagem. Essa revolução no transporte promete não apenas facilitar a locomoção, mas também reconfigurar a dinâmica econômica e social da capital baiana.


