Edição Histórica da Bienal do Livro Bahia
A Bienal do Livro Bahia 2026 se despediu com um marco impressionante: 130 mil visitantes passaram pelo Centro de Convenções de Salvador durante sete dias de intensa programação. Este número representa um crescimento significativo em relação à edição anterior, que havia registrado pouco mais de 100 mil pessoas em 2024.
Além do aumento no público, a edição deste ano também ampliou a área destinada aos expositores em 25%, com 112 editoras participando. O evento se tornou um ponto de encontro para editoras de renome, como Escariz, Letra A, P55, Caramurê, Paulinas, Arpillera, Paralela, Trem Fantasma, Orama e Studio Palma, evidenciando a riqueza da produção literária local e nacional.
A programação variada foi um dos grandes atrativos do evento, reunindo grandes nomes da literatura, como Itamar Vieira Júnior, Julia Quinn, Ailton Krenak, Raphael Montes e Socorro Acioli. Também marcaram presença figuras proeminentes da cena cultural baiana, entre elas Bethânia Pires Amaro, Elayne Baeta, Luciany Aparecida, Jean Wyllys, Bárbara Carine e Carla Akotirene, atraindo um público diversificado.
Tatiana Zaccaro, diretora-geral da GL events Exhibitions, responsável pela organização da Bienal, comentou sobre o sucesso do evento: “Essa edição consolida a Bienal Bahia. Mesmo sendo apenas a terceira edição desde a retomada, estamos realmente de volta ao calendário dos grandes eventos do país.” Este retorno se mostrou fundamental, uma vez que a Bienal da Bahia chegou a ficar nove anos fora do calendário, entre 2013 e 2022, com a edição de 2020 sendo adiada devido à pandemia.
O crescimento da Bienal é notório. “Desde a retomada, vemos um crescimento constante, conforme o planejado”, afirmou Zaccaro. Ela destaca que a programação foi elaborada de modo a refletir as particularidades e a riqueza da cultura baiana, estabelecendo conexões com o público e com o mundo.
Expectativas Superadas para os Expositores
Para os expositores, a Bienal do Livro Bahia 2026 superou as expectativas. Mariana Figueiredo, diretora executiva de comunicação e marketing da Companhia das Letras, revelou que a editora registrou um aumento de 30% em faturamento e volume em comparação ao evento anterior. Entre os títulos mais vendidos da editora destacam-se “A cabeça do santo”, de Socorro Acioli, e “Jantar secreto”, de Raphael Montes.
“Tivemos o estande cheio todos os dias”, relatou Figueiredo. Essa procura intensa demonstrou a forte relação do público com a literatura e a importância das escolas na formação de novos leitores, que marcaram presença significativa durante a Bienal.
Outro caso de sucesso foi o da HarperCollins, que, em sua segunda participação na Bienal, registrou um crescimento de 70% em relação à última edição. Daniela Kfuri, diretora de Marketing e Vendas da HarperCollins Brasil, destacou que os catálogos infantil e Young Adult foram os mais procurados, assim como clássicos de autores consagrados como Tolkien, C.S. Lewis e Agatha Christie. Autoras de ficção cristã também se destacaram.
Kfuri enfatizou a relevância da representatividade durante o evento: “A principal palavra que a Bienal do Livro Bahia 2026 está deixando é: representatividade. O evento está focado em afirmar identidades, e o público quer se enxergar nas obras, nos autores e na programação.” O interesse por sessões temáticas, especialmente sobre pautas LGBTQ+, autores locais e negros, foi notável e conquistou a atenção do público, refletindo a diversidade cultural presente na Bahia.


