Mudanças na Legislação e Seus Efeitos
O Supremo Tribunal Federal (STF) já começou a receber pedidos de redução de penas provenientes dos eventos de 8 de janeiro, mesmo antes da promulgação da Lei da Dosimetria. Essa nova legislação, que teve o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva derrubado na última quinta-feira (30), tem o potencial de alterar significativamente o tratamento jurídico das condenações por crimes severos, como tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
A primeira defesa a entrar com um pedido foi a de Débora Rodrigues dos Santos, conhecida popularmente como “Débora do Batom”. Segundo investigações, ela foi responsável por pichar a frase “perdeu, mané” na estátua da Justiça, localizada na Praça dos Três Poderes, em frente ao STF. A defesa de Débora argumenta que a nova lei, apesar de ainda não estar em vigor oficialmente, demonstra uma orientação normativa que deverá influenciar diretamente no cálculo das penas.
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Atualmente, Débora Rodrigues dos Santos cumpre uma pena de 14 anos, sob regime domiciliar. A Lei da Dosimetria pode afetar as sentenças de cerca de 190 pessoas condenadas por atos considerados antidemocráticos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro. Com a expectativa de que o presidente Lula não sancione a norma — dado o veto anterior —, a medida pode ser aprovada pelo presidente do Congresso.
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Paralelamente, a base do governo está discutindo a possibilidade de judicializar essa questão, um movimento que gera preocupação entre advogados de réus. Eles temem que tal estratégia possa atrasar a revisão das penas e, consequentemente, a redução das mesmas, o que levanta questões sobre a eficácia e a celeridade do sistema judiciário brasileiro.


