Iniciativa em Tramitação na Câmara dos Deputados
Um novo Projeto de Lei, conhecido como PL 108/26, visa aumentar o teto de dedução para gastos com educação no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A proposta surge após mais de dez anos sem reajustes e busca corrigir a defasagem acumulada devido à inflação que afeta o setor educacional brasileiro.
Atualmente, o limite de dedução é de R$ 3.561,50, um valor que, segundo especialistas, não faz mais sentido diante do aumento constante dos custos relacionados ao ensino. Com o novo projeto, esse teto poderá praticamente dobrar, passando para R$ 7 mil, o que representa um avanço significativo para muitos contribuintes.
A medida, que está em tramitação na Câmara, ainda precisa ser analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça antes de seguir para votação no Congresso. Caso aprovada, a nova dedução já poderá ser aplicada nas declarações de 2026.
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Detalhes das Deduções em Educação
O projeto contempla deduções de despesas com educação formal, englobando uma variedade de níveis de ensino. Isso inclui desde a educação infantil até pós-graduação, abarcando também cursos técnicos e tecnológicos. Segundo a Lei 9.250/95, atualizada em 2015, as deduções são aplicáveis às despesas feitas pelo contribuinte ou por seus dependentes, abrangendo:
- Educação infantil, que inclui creches e pré-escolas para crianças até 5 anos;
- Ensino fundamental, ensino médio e educação superior, que abrange graduação e pós-graduação;
- Educação profissional, que inclui tanto o ensino técnico quanto o tecnológico;
- Cursos voltados para a Educação para Jovens e Adultos (EJA), com exceção de preparatórios para exames supletivos;
- Parcelas pagas a instituições de ensino por meio de crédito educativo, observando a regulamentação pertinente.
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Entretanto, nem todas as despesas educativas são dedutíveis. Algumas categorias, como cursos de idiomas, preparatórios para concursos ou vestibulares, e aulas de atividades culturais (música, dança, entre outras), ficam de fora da dedução. Além disso, gastos com materiais como livros e uniformes, ou ainda custos com a elaboração de dissertações e teses, também não são considerados dedutíveis.
Impacto da Proposta e Expectativas
A proposta de aumento do limite de dedução já gerou expectativa entre os contribuintes, especialmente aqueles que investem significativamente na educação de seus filhos ou em sua própria formação. Para muitos, a dedução pode representar uma economia real no imposto a ser pago, aliviando um pouco os custos crescentes da educação no Brasil.
“Com o valor atual, fica difícil para as famílias acompanharem o aumento das mensalidades escolares e universitárias. A proposta é um passo importante para tornar a educação mais acessível”, afirma um especialista em tributação que preferiu não se identificar. Além do aspecto financeiro, a valorização da educação também é um ponto importante que a sociedade deve considerar no debate.
Os educadores e instituições de ensino também observam com atenção a tramitação da proposta. Uma dedução mais alta poderia incentivar mais investimentos em educação e auxiliar as famílias a custearem melhor os estudos de filhos e dependentes, o que, por sua vez, contribuiria para a qualificação profissional da população.
Enquanto a votação não ocorre, a sociedade deve se manter atenta às discussões e eventos relacionados a essa proposta, que pode impactar diretamente no futuro educacional de muitos brasileiros.


