Uma Missão Desafiadora
No início da década de 1990, os eleitores de Blumenau mostravam-se favoráveis à candidatura de Vilson Kleinubing ao cargo de Governador. Muitas pesquisas apontavam que aqueles a quem ele prometeu permanecer como Prefeito consideravam que sua renúncia seria compensada pela possibilidade de ter um Governador “de Blumenau”. Assim, endossavam sua saída do cargo, que ocorreria em abril.
Naquele período, era crucial para o Prefeito buscar recursos que possibilitassem o início das obras de seu Plano de Governo, apresentado em 1988, mas que ainda estavam pendentes. O tempo era escasso, e as obras planejadas para os três anos restantes do seu mandato original estavam ameaçadas de não se concretizar.
A Luta por Recursos Federais
Leia também: Descubra as Novidades da Visual Turismo no PANROTAS Next Blumenau
Fonte: bahnoticias.com.br
Leia também: Alesc Lança Prêmio que Incentiva a Cultura de Paz nas Escolas
Fonte: parabelem.com.br
As tentativas de obter recursos do Governo Federal já haviam sido realizadas, com um certo sucesso. Um exemplo é a Ponte do Tamarindo, que recebeu uma destinação no Orçamento Geral da União, com um valor que hoje parece enigmático: NCz17 milhões. Essa obra se destacava entre as prioridades do Prefeito.
Kleinubing tinha também a intenção de iniciar as obras de alargamento e melhorias na rua Bahia, um eixo vital para o desenvolvimento de novas áreas da cidade. Além disso, ele trabalhava em um pré-projeto para a ligação entre Garcia e o Centro, um anseio da população que perdurava ao longo das décadas sem uma solução definitiva.
Recursos do Governo Estadual: Uma Alternativa Arriscada
Uma alternativa para viabilizar os recursos, embora extremamente complicada, era buscar apoio no Governo do Estado. O Prefeito decidiu então arriscar uma visita ao Governador Casildo Maldaner, do PMDB, que havia assumido interinamente pela quarta vez em janeiro de 1990, devido ao grave estado de saúde do Governador titular. Pedro Ivo Campos faleceu em 27 de fevereiro, e o Vice-Governador tomou posse em definitivo.
Entretanto, as perspectivas para os pedidos de Blumenau eram incertas, especialmente em função da proximidade das eleições, que ocorreriam naquele mesmo ano. Era evidente que o partido de Maldaner teria candidatos competitivos ao cargo, e um dos nomes cogitados para a disputa era o próprio Casildo. O contexto gerava a dúvida: o Governador incumbente iria fortalecer seu rival, Vilson, ao apoiar os pedidos de Blumenau?
O Encontro Decisivo
À medida que Vilson refletia sobre essa visita, ele discutia suas preocupações comigo. A recusa em apoiar obras essenciais para um dos três principais municípios do Estado poderia criar embaraços para o Governador. Além disso, uma negativa poderia ser utilizada politicamente pelo provável concorrente da eleição, ou seja, Vilson, que se tornaria seu rival nas urnas.
Diante das incertezas e da escassez de opções para abastecer o cofre da Prefeitura, o Prefeito optou por seguir em frente e buscar uma audiência. A Prefeitura enviou a solicitação de maneira formal, como é costume, e aguardou a resposta de Florianópolis. Para aumentar a pressão, alimentávamos a imprensa com atualizações sobre nossas expectativas.
A Confirmação da Visita
Após algumas postergadas, finalmente a visita foi confirmada. Esse encontro prometia ser um passo importante para a cidade de Blumenau e um momento decisivo na trajetória política de Vilson Kleinubing.
Na próxima coluna, abordaremos a conversa amistosa entre o Prefeito Vilson Kleinubing (PFL) e o Governador Casildo Maldaner (PMDB), um diálogo que poderia mudar os rumos da política catarinense.


