El Niño influencia inverno e seca na Bahia
O inverno de 2024 começou oficialmente no dia 21 de junho e já traz previsões de temperaturas acima da média histórica para a Bahia. Segundo o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), o fenômeno El Niño é o principal responsável por esse cenário, que deve endurecer a estiagem no semiárido enquanto mantém o litoral com umidade elevada e chuvas frequentes.
O El Niño atua alterando as temperaturas das águas do Oceano Pacífico, provocando mudanças na circulação atmosférica global que impactam diretamente o clima em várias regiões brasileiras, inclusive no estado baiano. Conforme o Inema, essas alterações reforçam os contrastes climáticos já tradicionais entre o litoral e o interior da Bahia.
Seca mais intensa no semiárido e chuvas no litoral
Nas áreas do semiárido baiano, o inverno deve ser marcado por uma estiagem mais rigorosa, com baixa umidade e poucas chuvas. Já no litoral, regiões como Salvador e o Recôncavo continuam sob influência dos ventos úmidos que garantem uma das estações mais chuvosas do ano nessas áreas.
Aldirio Almeida, coordenador de Estudos de Clima e Projetos Especiais do Inema, explica que o El Niño tende a elevar as temperaturas acima da média histórica, aumentando a intensidade da seca no interior do estado. Essa dinâmica evidencia como o fenômeno reforça o contraste climático no território baiano.
Frio e amplitude térmica em regiões de altitude
Apesar do aumento geral das temperaturas, o inverno ainda reserva episódios de frio, principalmente nas regiões de maior altitude do estado. A Chapada Diamantina e o sudoeste da Bahia podem registrar temperaturas mínimas abaixo dos 10°C, enquanto o oeste da Bahia deve apresentar grande amplitude térmica, com madrugadas frias e tardes mais quentes.
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Além disso, a combinação de umidade e queda de temperatura durante a madrugada pode favorecer a formação de neblina e nevoeiro em áreas serranas e vales, fenômeno comum nessa época do ano.
Clima baiano: a influência dos ventos e biomas
O comportamento climático do inverno na Bahia é fortemente influenciado pelos sistemas de alta pressão subtropical do Atlântico Sul, que organizam os ventos de sudeste. Esses ventos transportam umidade para o litoral, gerando chuvas, e reforçam a seca no interior do estado.
Essa variação climática tem impacto direto sobre os biomas locais. Na Caatinga, predominante no interior, o inverno representa o ápice da estiagem, levando muitas plantas a perderem suas folhas para conservar água, como parte de uma adaptação conhecida como deciduidade. Outras espécies, como o mandacaru, armazenam água no caule para sobreviver.
Já nos ecossistemas do litoral, como Mata Atlântica, restingas e manguezais, o inverno é caracterizado pelo aumento da umidade, que intensifica processos biológicos como o crescimento da vegetação e a frutificação das plantas.
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Fonte: ctbanews.com.br
Como fica o inverno nas regiões da Bahia
Salvador e Recôncavo: estações mais úmidas, com maior frequência de chuvas e nebulosidade elevada.
Semiárido baiano: período de estiagem acentuada, com baixa umidade relativa do ar e escassez de precipitações.
Chapada Diamantina e sudoeste: possibilidade de temperaturas mínimas inferiores a 10°C, indicando frio mais intenso.
Oeste baiano: grande variação térmica entre manhãs frias e tardes quentes.

