Renato Machado: trajetória e legado no jornalismo
O jornalista Renato Machado faleceu na manhã desta quinta-feira, aos 83 anos, na Clínica São Vicente, localizada no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pela GloboNews, embora o hospital ainda não tenha divulgado a causa oficial do óbito. Machado marcou profundamente o jornalismo brasileiro ao longo de uma carreira que se estendeu por quatro décadas na TV Globo.
Renato iniciou sua trajetória jornalística no Jornal do Brasil, no final da década de 1960, e ingressou na Globo em 1982. No ano seguinte, assumiu o posto de correspondente em Londres, onde participou da cobertura de grandes eventos internacionais, como os atentados do grupo Hezbollah em Paris e o acidente nuclear em Tchernóbil, Ucrânia.
Coberturas internacionais e influência no Bom Dia Brasil
Após retornar ao Brasil, Renato Machado continuou sua atuação cobrindo fatos importantes no exterior, incluindo a queda do ditador paraguaio Alfredo Stroessner e o bombardeio de Tel-Aviv por Sadam Hussein, ocasião em que estava na cidade para cobrir um concerto de música clássica. Entre 1996 e 2010, foi âncora e editor-chefe do Bom Dia Brasil, período em que transformou o telejornal matinal, ampliando seu alcance e relevância.
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Fonte: cidaderecife.com.br
Em sua segunda passagem como correspondente em Londres, a partir de 2011, acompanhou de perto a escalada do terrorismo na Europa. Renato se aposentou do jornalismo diário em novembro de 2021, encerrando um ciclo de intensa dedicação à cobertura jornalística.
Paixões pessoais e atuação artística
Além do jornalismo, Renato Machado nutria paixão pela enologia e estilo masculino, compartilhando dicas em sua página no Instagram, como o uso de chapéu no outono e cachecol para proteção. Em 2014, apresentou reportagens sobre a região da Provença, no sul da França, reconhecida mundialmente pela produção de vinhos.
Também era apresentador do podcast “Mundo com Renato”, onde comentava notícias internacionais. Antes de se tornar jornalista, Renato trabalhou como ator e dublador, tendo passado pelo Teatro Oficina, em São Paulo, com atuações em peças clássicas como Antígona e “A Tempestade”, de William Shakespeare. Em televisão, participou de novelas como “A Moreninha” e “Rosinha do Sobrado” na Globo, além de “Sangue do Meu Sangue” na TV Excelsior.

