Críticas contundentes às decisões de Thomas Tuchel
Gary Lineker não hesitou em expressar sua frustração com a gestão tática de Thomas Tuchel na partida em que a Inglaterra sofreu uma derrota amarga para a Argentina na Copa do Mundo. Após o gol de Anthony Gordon colocar os Três Leões na frente, o ex-atacante ficou perplexo com a escolha do técnico de retirar jogadores ofensivos para adotar um esquema defensivo, o que acabou abrindo espaço para Messi e seus companheiros aumentarem a pressão.
Durante sua participação no podcast “The Rest is Football”, Lineker comentou: “Ficamos com um gol de vantagem e, em seguida, recuamos. As substituições que ele fez aprofundaram ainda mais a defesa. Passamos a jogar com cinco na retaguarda e você pensa: ‘vamos jogar com um bloco baixo’ contra um time que se sai bem contra isso. Para mim, não fez o menor sentido.”
Ele ainda acrescentou que a decisão tática foi surpreendente e negativa, especialmente diante de um adversário que conta com o maior jogador da história. “Achei absolutamente incompreensível que você tenha uma tática, esteja jogando contra o maior jogador de futebol que já existiu. Marcar ele [Messi] de perto. Ele mandou bola atrás de bola para dentro da área.”
Wayne Rooney também critica falta de ambição
Wayne Rooney, outra lenda do futebol inglês, concordou com as críticas e destacou que as escolhas de Tuchel enfraqueceram a confiança do time. Para ele, o técnico minou o ímpeto da seleção justamente quando parecia estar dominando os campeões mundiais.
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“As decisões que Thomas Tuchel tomou, temos que ser honestos, nos custaram caro esta noite”, afirmou Rooney. “Se você é um jogador de ataque naquele campo, está ganhando por 1 a 0 e vê as substituições que o técnico está fazendo, você perde a confiança; só dá para se safar disso um certo número de vezes.”
O ex-jogador do Manchester United reforçou que a equipe não podia se fechar na defesa após abrir o placar, especialmente contra um adversário com tanta qualidade. “Se você deixar jogadores daquela qualidade ficarem com a bola perto da sua área, mais cedo ou mais tarde eles vão marcar.”
Joe Hart e a repetição de velhos erros
O ex-goleiro Joe Hart também comentou a derrota, destacando que a seleção inglesa parece presa aos mesmos erros do passado, mesmo com a mudança de comando. Segundo ele, a tendência de se fechar na defesa nos momentos decisivos continua sendo um problema grave.
Hart observou: “Acho que Gareth Southgate estará em casa assistindo a esse jogo; ele recebeu muitas críticas quando se tratava dos momentos decisivos com a Inglaterra, quando a equipe estava na frente e se fechava na defesa.”
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Ele concluiu que a mudança rápida de estratégia de Tuchel indicou falta de confiança na equipe. “Thomas Tuchel, por mais elogios que tenhamos feito a ele, ao mudar a estratégia tão rapidamente, acho que ele percebeu que, ao fazer isso, estava dizendo que não acreditava em sua equipe, que não achava que eles pudessem desferir mais golpes contra a Argentina.”
Reações internacionais reforçam críticas à Inglaterra
As críticas às táticas inglesas ultrapassaram as fronteiras. Thomas Müller, campeão mundial, expressou sua surpresa no X (antigo Twitter), dizendo: “Não consigo acreditar nem entender como a Inglaterra está conduzindo essa partida, especialmente depois de estar na frente no placar. Não consigo entender por que permitir que toda a equipe argentina cruze uma bola atrás da outra a partir de posições perfeitas para cruzamentos, mas tudo bem…”
O ex-goleiro espanhol Iker Casillas também se manifestou na mesma rede social, classificando a abordagem da Inglaterra como “covarde”. Ele escreveu: “[A Inglaterra] marca o gol e depois recua. Abordagem covarde. Eles não saíram da própria área e permitiram que [a Argentina] avançasse mais. O resultado lógico acontece.” Casillas ainda afirmou que a equipe de Tuchel cometeu “harakiri”, termo que remete ao suicídio ritual dos samurais japoneses.

