Investimento no esporte feminino e combate à violência
Com a Bahia confirmada como uma das sedes da Copa do Mundo de Futebol Feminino, o Governo do Estado está estruturando uma série de políticas públicas que vão além dos jogos. Camilla Batista, Secretária Estadual de Políticas para as Mulheres, revelou ao Bahia Notícias que os preparativos, iniciados em 2023, incluem incentivos financeiros para o esporte de base. Um edital, em parceria com a Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), destina R$ 2 milhões para fomentar torneios femininos no interior, abrindo espaço para o surgimento de novas atletas e o acompanhamento por olheiros. Além disso, há um programa específico para a formação de árbitras, fortalecendo a presença feminina em todas as áreas da modalidade.
Medidas para garantir segurança durante a Copa
A segurança das mulheres durante os dias de jogos é uma prioridade da secretaria. Dados indicam que os casos de violência contra a mulher aumentam 25% em dias de partidas. Para enfrentar esse desafio, a Arena Fonte Nova terá uma “Sala Lilás” destinada ao acolhimento de vítimas, além de banheiros exclusivos para famílias. O Estado ainda lançará o selo Mulheres Seguras, uma certificação voltada para o turismo que oferecerá formação à rede hoteleira com foco na autonomia econômica feminina, incentivando que mulheres se sintam seguras para participar do evento sozinhas.
Infraestrutura e valorização cultural
Além da segurança, a infraestrutura para a Copa inclui a requalificação do Estádio de Pituaçu, com entrega prevista para novembro, e a expansão do VLT até o Barradão. Esses dois estádios serão usados como Centros de Treinamento (CTs), enquanto outras localidades como Praia do Forte e Porto Seguro também receberão seleções. No aspecto cultural, a secretaria obteve uma importante vitória junto à FIFA: a permissão para que as baianas de acarajé comercializem seus produtos dentro do estádio, preservando um patrimônio cultural imaterial desde 2005. A valorização das mulheres seguirá nas Fanfests, com prioridade na contratação feminina para produção e apresentações artísticas.
Camilla Batista ressalta que o maior legado da Copa será o incentivo à participação das mulheres, tanto dentro quanto fora dos campos, consolidando avanços no esporte e na cultura da Bahia.
Leia também: Salvador se Prepara para a Copa Feminina de 2027 com Projetos de Legado Social e Inclusão
Leia também: Fortalecimento do Esporte no Nordeste: Câmara Temática do Consórcio Debate Ações Estratégicas em Salvador

