Atos do PT na Bahia e o crescimento do Banco Master
Uma investigação recente publicada pelo Poder360 revelou a importância do programa Credcesta para a ascensão do Banco Master, especialmente no contexto da Bahia. O Credcesta surgiu como um programa de crédito consignado voltado inicialmente para funcionários públicos baianos adquirirem alimentos básicos. Sem a estruturação proporcionada pelo empresário baiano Augusto Lima e sem as medidas políticas adotadas pelo Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia, o programa dificilmente teria alcançado o sucesso nacional que teve.
Esse vínculo entre o banco e o Credcesta é reforçado por atos oficiais do PT no estado, que facilitaram a atuação do Banco Master no setor financeiro. Entre eles, destaca-se o decreto 18.353, de 27 de abril de 2018, que ampliou as funcionalidades do cartão consignado, incorporando serviços financeiros e creditícios, o que diversificou o alcance e as operações do banco.
Medidas que fortaleceram o programa e o banco
Outro marco foi o decreto 18.354, também de 27 de abril de 2018, que inseriu o detentor dos direitos do Credcesta no sistema de consignações em folha. Esse ato garantiu uma margem exclusiva de até 30% da remuneração líquida para operações, separada da margem bancária comum, permitindo que até metade desse limite fosse usada para operações financeiras. Essa medida ampliou o potencial de crédito disponível para os funcionários públicos, fortalecendo o programa e indiretamente o Banco Master.
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Mais recentemente, o decreto 21.041, de 13 de janeiro de 2022, proibiu a portabilidade das dívidas do Credcesta para outras instituições financeiras que oferecessem juros menores. Embora o decreto não tenha citado nominalmente o Banco Master ou o cartão consignado, ele isentou a instituição financeira dessa possibilidade, alterando uma regra anterior de 2016. Essa decisão teve impacto direto na manutenção do banco como principal operador desse tipo de crédito.
Contexto político e repercussões
O cenário político baiano também teve papel importante nesse processo. Gestores como Rui Costa e Jaques Wagner foram apontados como agentes que favoreceram o negócio que beneficiou o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Documentos e infográficos detalham a cronologia dessas medidas e suas consequências para o mercado financeiro local.
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Embora a reportagem original tenha sido publicada pelo Poder360, informações preliminares já haviam sido divulgadas com exclusividade pela newsletter Drive, que acompanha de perto os desdobramentos do poder e da política no Brasil. O caso evidencia como decisões políticas e programas públicos podem influenciar diretamente o desenvolvimento de instituições financeiras na Bahia, com efeitos que reverberam além do estado.

