Desafios do Bahia nas Bolas Paradas
Na derrota do Bahia para o Flamengo, no último domingo, o time sofreu um gol proveniente de uma jogada ensaiada em escanteio. O auxiliar técnico Charles Hembert, que assumiu o comando na ausência do suspenso Rogério Ceni, destacou que a baixa estatura do elenco tem contribuído para as dificuldades em situações de bola parada. “Não é algo característico dos nossos jogadores, que não têm muita altura. Se fôssemos priorizar as jogadas de bola parada, certamente buscaríamos atletas mais altos. Optamos por montar uma equipe com mais qualidade técnica e vistosa”, afirmou Hembert em coletiva de imprensa. Ele reforçou que a escolha do time também envolveu jogadores como Caio Alexandre, Everton Ribeiro e Jean Lucas, que não têm a estatura de 1,90m, habitualmente desejada para esse tipo de jogada.
Antes do confronto no Maracanã, o Bahia já havia enfrentado problemas semelhantes, tendo sofrido gols de bola parada em partidas anteriores, como nos duelos contra Mirassol e Palmeiras. A situação levanta a necessidade de uma avaliação mais ampla sobre a defesa do Tricolor em jogadas aéreas.
Números que Falam
Apesar de um desempenho recente insatisfatório em bolas paradas, o Bahia se encontra em uma posição intermediária na Série A, ocupando o sétimo lugar no ranking defensivo e o décimo no ofensivo, de acordo com os dados do Gato Mestre. Até o momento, o Esquadrão de Aço marcou e sofreu quatro gols em jogadas de bola parada durante o Campeonato Brasileiro. Isso significa que um terço dos 12 gols sofridos até agora resultaram desse tipo de jogada, assim como 26,7% dos 15 gols marcados.
Em comparação com outros clubes da Série A, o Bahia está entre os times que mais sofreram gols em jogadas de bola parada. Confira a lista dos clubes com menos gols sofridos nesse tipo de situação:
- 1. Palmeiras (um gol sofrido);
- 2. Corinthians e Flamengo (dois gols);
- 4. Athletico-PR, Internacional e São Paulo (três gols);
- 7. Bahia, Bragantino, Coritiba e Vitória (quatro gols);
- 11. Atlético-MG, Cruzeiro, Grêmio e Remo (cinco gols);
- 15. Chapecoense, Fluminense, Santos e Vasco (seis gols);
- 19. Mirassol (sete gols);
- 20. Botafogo (oito gols).
Perspectivas para o Próximo Jogo
Em uma análise mais abrangente, Hembert comentou sobre a necessidade de um balanço: “É verdade que sofremos gols nos últimos três jogos, mas no geral, nossa média é baixa. Embora não sejamos os melhores em bolas paradas, também não somos os piores. Queremos melhorar, mas essa não é uma característica predominante em nosso estilo de jogo”.
Agora, o Bahia busca reverter essa situação desafiadora ao enfrentar o Remo, nesta quarta-feira, na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em jogo válido pela quinta fase da Copa do Brasil. O Tricolor precisará estar atento, já que o adversário já foi capaz de marcar em jogadas de bola parada anteriormente. A partida está marcada para às 19h (horário de Brasília).
Charles Hembert e a equipe têm consciência da importância de melhorar as situações defensivas para garantir um resultado positivo neste confronto e nas próximas partidas do Campeonato Brasileiro.


