Contexto Alarmante das Doenças Cardiovasculares
A hipertensão arterial, frequentemente subestimada, se mantém como um dos principais gatilhos para duas das doenças mais fatais no Brasil: o infarto e o Acidente Vascular Cerebral (AVC). Em 2025, o país registrou um total alarmante de 177.810 óbitos devido a infartos e 104.363 causados por AVC, conforme dados da Organização Nacional de Acreditação (ONA) e do Ministério da Saúde (DATASUS).
Além desses números, também foram registrados 64.133 óbitos decorrentes de insuficiência cardíaca, somando um total de 346.306 mortes por esses eventos cardiovasculares. Na Bahia, o cenário é igualmente preocupante, com 10.556 mortes por infarto, 8.054 por AVC e 4.005 por insuficiência cardíaca, totalizando 22.615 vidas perdidas.
Hipertensão: A Doença Silenciosa
Classificada como uma doença silenciosa, a hipertensão muitas vezes não apresenta sintomas, tornando-se um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. Dr. Paulo Meirelles, cardiologista e membro da ONA, alerta que a hipertensão pode causar danos permanentes aos órgãos, como coração e cérebro, mesmo antes do surgimento de qualquer sinal visível. Infelizmente, muitos indivíduos só descobrem que são hipertensos após um evento crítico.
“O diagnóstico precoce é crucial para prevenir complicações graves ao longo do tempo. Quando a hipertensão é reconhecida e tratada, é possível reduzir significativamente os riscos associados”, enfatiza o especialista.
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Identificando o AVC Precoce
O SAMU destaca a importância da escala de Cincinnati para a detecção precoce do AVC. A abordagem envolve três ações simples: pedir para a pessoa sorrir, levantar os braços e falar. Sinais como assimetria facial, fraqueza em um dos braços ou dificuldades na fala devem ser tratados como emergência, requerendo atendimento médico imediato.
Tratamento e Monitoramento da Hipertensão
As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial de 2025, atualizadas por diversas sociedades médicas, afirmam que qualquer nível de pressão arterial acima de 120 por 80 mmHg já está vinculado ao aumento do risco cardiovascular. Portanto, a aferição regular da pressão arterial é fundamental, mesmo na ausência de sintomas. O acompanhamento médico e a mudança de hábitos são essenciais para prevenir doenças graves.
AVC: Fatores de Risco e Sinais de Alerta
O AVC é frequentemente desencadeado por fatores como envelhecimento, hipertensão, diabetes, tabagismo e sedentarismo. Dr. Paulo Meirelles alerta que pessoas acima de 55 anos estão em maior risco, especialmente se apresentarem múltiplas condições associadas.
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Os sinais de alerta são claros e exigem resposta rápida: desequilíbrio, dificuldades na fala, alterações na visão, dor de cabeça intensa e fraqueza em um lado do corpo. “É crucial não hesitar. O tempo é determinante e pode ser a diferença entre a vida e a morte”, destaca o cardiologista.
Tipos de AVC e Desafios no Atendimento
Existem dois tipos principais de AVC: o isquêmico, que representa cerca de 85% dos casos e é causado por obstrução de artérias, e o hemorrágico, que resulta do rompimento de vasos cerebrais. Apesar de ser tratável, o AVC ainda enfrenta desafios significativos no cuidado em saúde, incluindo a dificuldade de reconhecimento dos sinais e atrasos em exames como tomografias.
Infarto: Sintomas e Cuidados Necessários
Os principais sinais de um infarto incluem dor ou pressão no peito, que pode irradiar para o braço, mandíbula ou costas, além de falta de ar e suor frio. Sinais como náuseas e desconfortos abdominais também podem indicar um infarto, muitas vezes confundido com problemas digestivos. “Esse atraso na busca por atendimento reduz as chances de recuperação”, alerta Dr. Paulo.
Erros no Atendimento ao Infarto
Entre os erros mais recorrentes estão o atraso no atendimento, diagnósticos tardios e faltas de continuidade nos cuidados após a alta. Esses fatores aumentam não apenas o risco de complicações, mas também a mortalidade. “É imprescindível que o cuidado não se limite ao evento agudo, mas que se garanta acompanhamento contínuo”, conclui o especialista.
A Importância da Acreditação em Saúde
A implementação de processos de qualidade e segurança, como os oferecidos pela Organização Nacional de Acreditação, tem demonstrado um impacto direto na prevenção de eventos graves. Instituições acreditadas adotam protocolos rigorosos que ajudam a identificar rapidamente pacientes em risco, resultando em atendimento mais eficaz e redução de erros.
Além disso, a acreditação promove uma cultura de segurança, onde os sinais não são ignorados e as decisões são tomadas com base em evidências. “Em casos de infarto e AVC, tempo e precisão fazem diferença. Serviços estruturados conseguem agir mais rapidamente, reduzindo complicações e salvando vidas”, finaliza Dr. Paulo.


