Uma Celebração da Literatura Baiana
A Bienal do Livro Bahia 2026, marcada para ocorrer entre os dias 15 e 21 de abril no Centro de Convenções de Salvador, promete ser um verdadeiro festival de diversidade literária. Com uma programação que abrange desde a literatura indígena a saraus, e debatendo os desafios da era digital, o Governo da Bahia se empenha em proporcionar um espaço rico e variado, onde as vozes da cultura baiana poderão se destacar. As atividades serão distribuídas por quatro locais distintos: Auditório Vozes da Bahia, Café Literário, Estande e Espaço Infantil.
Mais de 200 profissionais, incluindo escritores, quadrinistas e cordelistas, estarão presentes. O objetivo principal é reforçar a presença de autores e autoras baianos, integrando a Bienal no calendário dos importantes eventos literários do estado. A iniciativa é realizada pela Secretaria Estadual de Cultura (SecultBA), através da Fundação Pedro Calmon (FPC), em parceria com a Secretaria de Educação (SEC).
“Com o apoio à Bienal do Livro, reafirmamos nosso compromisso com a valorização da leitura, da diversidade cultural e dos escritores baianos. Nossa programação reflete as tradições e os saberes que moldam a nossa história, ao mesmo tempo em que aborda os desafios contemporâneos da era digital. Estimulamos não apenas a leitura, mas também a educação crítica e a valorização das identidades”, declarou Bruno Monteiro, secretário estadual de Cultura.
Vozes da Bahia: O Auditório em Destaque
No Auditório Vozes da Bahia, a força da literatura será celebrada com a participação de renomados talentos locais, como Bruno Santana, Lorena Ribeiro, e Ana Fátima, entre outros. Essa proposta é fruto do Edital Vozes da Bahia, que selecionou 84 autores de diferentes regiões do estado, proporcionando uma plataforma para que eles apresentem suas obras.
As palestras contarão com a mediação de figuras importantes da literatura baiana, promovendo diálogos enriquecedores. O Auditório também receberá a Academia de Letras da Bahia (ALB), que debaterá os desafios da literatura local, e coletivos literários, como o Raiz Livraria, que apresentará “A história por trás da história”. Um foco especial será dado à diversidade feminina com o lançamento da coletânea “Vozes Femininas” e a participação da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB-BA).
Interatividade e Reflexão no Café Literário
No Café Literário, discussões impactantes estão programadas, como a mesa “Festas, Feiras e Festivais Literários”, com Ricardo Ishmael e Bárbara Carine, e mediação de Sandro Magalhães, diretor-geral da Fundação Pedro Calmon. Um dos destaques será a mesa sobre “Sobrevivência Intelectual na Era das Fake News”, que contará com Jean Wyllys, Midiã Noelle e Emiliano José.
Um Espaço Mágico para Crianças
O Espaço Infantil será um convite para crianças e suas famílias embarcarem em uma jornada que une a riqueza da ancestralidade com a magia da literatura contemporânea. Estão previstas apresentações de contos indígenas e narrativas musicais que retratam aventuras em ilhas mágicas da Bahia, além de atividades focadas no desenvolvimento das crianças, como a Turma da Jaquinha.
Celebrando a Literatura Indígena
Um momento especial da Bienal ocorrerá no dia 21 de abril, às 13h30, com o encontro “Literatura Indígena: Textos, Contextos e Sarau”. Este evento visa discutir a produção literária conectada às realidades e lutas dos povos originários, destacando a relevância das narrativas indígenas na formação da identidade brasileira. Voze fundamentais, como Cacique Juvenal Payayá e Ezequiel Vitor Tuxá, estarão presentes, reforçando a importância deste espaço de celebração e resistência.
Atividades para Todos os Públicos
O estande do Governo da Bahia será um ponto de troca de saberes e experiências, especialmente voltado para estudantes. No local, haverá a oportunidade de interação com cordelistas, quadrinistas, professores e diversos profissionais da literatura. A abertura oficial da Bienal está marcada para o dia 15, às 9h, com o painel “Bahia Literária”, que reunirá figuras como o jornalista Ricardo Ishmael e a escritora Bárbara Carine, promovendo uma discussão sobre o papel das feiras e festivais literários na cena cultural do estado.
Sandro Magalhães destaca que “a presença do Governo da Bahia na Bienal reafirma nosso compromisso com a democratização do livro e da leitura, e com a formação de novos leitores. Estamos dando visibilidade aos cordelistas, quadrinistas e editoras baianas, além de valorizar a produção literária de estudantes e professores da rede pública. Essa ação é essencial para fortalecer a cadeia do livro e ampliar o acesso à diversidade literária de nossa cultura”.


