Estratégias Unificadas no Combate ao Crime Organizado
Dando início a um novo capítulo na luta contra o crime organizado no Brasil, o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, lançou nesta terça-feira (12) o programa “Brasil contra o Crime Organizado” durante uma cerimônia no Palácio do Planalto. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que assinou um decreto e quatro portarias para regulamentar a atuação governamental no combate às facções criminosas.
O programa apresenta quatro pilares fundamentais: asfixia financeira do crime, reforço da segurança no sistema prisional, aumento das taxas de esclarecimento de homicídios e enfrentamento ao tráfico de armas. “Todos serão testemunhas do quão inteligente, racional e adequado é esse plano”, afirmou o ministro, destacando a importância de uma abordagem integrada para efetivamente reduzir o poder das facções no país.
Segundo o ministro, o plano foi elaborado com base em um diagnóstico que identifica a interdependência entre esses quatro pilares. Para ele, a articulação e a resposta coordenada do Estado é o que trará resultados práticos e duradouros na sociedade.
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Os quatro eixos estratégicos do programa incluem:
- Lucro: Combater os fluxos financeiros e lavagem de dinheiro;
- Poder armado: Impedir o comércio ilegal de armas;
- Violência letal: Resolver homicídios sem resposta;
- Comando das prisões: Impedir que líderes do crime operem de dentro dos presídios.
Além disso, o ministro anunciou um investimento histórico de R$ 1,06 bilhão do Orçamento de 2026, além de R$ 10 bilhões através do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para estados que aderirem ao programa. O investimento será distribuído entre as diversas frentes de combate ao crime, visando uma abordagem eficaz e abrangente.
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Fonte: curitibainforma.com.br
A divisão dos recursos será a seguinte: R$ 388,9 milhões para ações de asfixia financeira, R$ 330,6 milhões para o sistema prisional, R$ 201 milhões para esclarecer homicídios, e R$ 145,2 milhões para o combate ao tráfico de armas. “Essa é uma ação coletiva que envolve todos os brasileiros. O risco e a vulnerabilidade que enfrentamos são problemas de todos. O programa é do Brasil, e não apenas do governo federal”, destacou Wellington, fazendo um apelo aos agentes públicos para que se unam na implementação das iniciativas.
O evento ainda contou com a participação de diversas autoridades, incluindo o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Contudo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não estava presente.


