Líder do PSD Aponta Desafios da Saúde Pública na Bahia
Os desafios enfrentados pela saúde pública na Bahia estão intimamente relacionados à fragilidade da atenção básica e à ineficiência na gestão municipal. Essa análise é de Alexandre Figueiredo, líder jovem do PSD, que, em entrevista ao programa Neide Lu Fala Você Notícias, enfatizou a urgência de fortalecer políticas preventivas, humanizar o atendimento e modernizar o sistema de regulação.
Segundo Figueiredo, a superlotação nos hospitais e a demora para a realização de exames e cirurgias são consequências de um problema estrutural que se origina na base do sistema de saúde. “A atenção básica, realizada nas Unidades de Saúde da Família (PSFs), é a porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e deve ser tratada como prioridade”, afirmou. Ele advertiu que a ausência de diagnósticos precoces e um atendimento humanizado agravam doenças, sobrecarregando as UTIs e o sistema de regulação estadual.
Em suas palavras, “o maior gargalo está na política preventiva. Quando o município falha em seu papel, o problema acaba se acumulando no estado”. Além disso, ele criticou a prática de indicações políticas que prevalecem sobre a qualificação técnica, o que, segundo ele, compromete a qualidade do atendimento. “É mais importante garantir eficiência, acolhimento e precisão nos diagnósticos do que simplesmente ampliar as estruturas físicas”, ressaltou.
Transparência e Eficiência no Sistema de Regulação
Outro aspecto significativo abordado por Figueiredo foi a necessidade de maior transparência e organização no sistema de regulação, que é responsável pela gestão de filas de exames, cirurgias e leitos hospitalares. Para ele, a tecnologia deve ser utilizada como uma ferramenta essencial para proporcionar mais agilidade, controle e clareza a esse processo.
Além disso, o líder jovem enfatizou a importância da juventude na formulação de políticas públicas mais eficazes. Ele defende uma maior participação dos jovens nos debates e processos de decisão que impactam a sociedade. “A juventude tem um papel crucial na construção de um futuro melhor, e suas vozes precisam ser ouvidas”, comentou.
Direito à Saúde: Uma Responsabilidade Coletiva
Durante a entrevista, Alexandre também reforçou que o acesso à saúde é um direito constitucional garantido a todos os cidadãos, conforme estipulado no artigo 196 da Constituição Federal. Ele salientou que a responsabilidade de garantir atendimento universal, igualitário e de qualidade é do poder público, que abrange municípios, estados e a União.
Figueiredo acredita que a população deve assumir um papel ativo, fiscalizando e pressionando por melhorias nos serviços oferecidos pelo SUS. “A saúde não é um favor; é um direito”, enfatizou. Para ele, apenas com participação social ativa e uma gestão eficiente será possível transformar a realidade da saúde pública na Bahia.


