Estudantes promovem cultura e história no 2 de Julho
O tradicional Desfile Cívico do 2 de Julho, celebrado em Salvador e no interior da Bahia, voltou a reunir mais de cinco mil estudantes da rede estadual de ensino. Ao som de fanfarras, apresentações musicais e coreografias, os jovens tomam as ruas para homenagear a memória da Independência da Bahia, reafirmando o protagonismo estudantil nas manifestações culturais que marcam a data.
Mais do que uma celebração, a participação dos estudantes representa o resultado de um trabalho desenvolvido nas escolas estaduais, que alia música, disciplina e expressão artística à valorização da história local. Para os jovens, o desfile é uma oportunidade de orgulho e dedicação, além de um convite para integrar uma das maiores manifestações cívicas do Estado.
Vozes dos estudantes no desfile
Adson Monteiro dos Santos Dias, 18 anos, aluno do curso técnico em Logística do Colégio Estadual de Tempo Integral Dinah Goncalves, compartilha sua experiência: “Participar do Desfile de 2 de Julho é motivo de muito orgulho. Já é o meu terceiro ano neste evento tão importante. Representar a escola, levando o nosso nome para tanta gente, é uma sensação muito gratificante.”
Leia também: Dia D de inscrições para o ENEM 2026 mobiliza estudantes da rede estadual da Bahia
Leia também: Olimpíada de Educação Financeira 2026 amplia oportunidades para estudantes da rede estadual da Bahia
Taylla de Freitas Sotero, 16 anos, da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual Professora Noêmia Rego e integrante da fanfarra BAMCEPNR, destaca o papel do desfile para além da sala de aula. “Participar do Dois de Julho mostra que a escola vai muito além da sala de aula. Na banda, a gente aprende responsabilidade e eu tenho muito orgulho de representar minha escola todos os anos.”
Beatriz de Jesus Souza, 14 anos, do 8º ano do Colégio Estadual Professora Elisabeth Chaves Veloso e membro da banda CPECV, aponta a experiência como aprendizado e valorização cultural. “Entrei por curiosidade e, hoje, ela faz parte da minha vida. Participar do desfile cívico é uma experiência muito especial, porque a música virou um hobby que me ajuda a crescer e representar a escola com orgulho.”
Educação e cultura como eixo da celebração
Para o secretário da Educação do Estado da Bahia em exercício, Marcius Gomes, a presença das fanfarras e estudantes no 2 de Julho reforça o papel das escolas na preservação da memória histórica e cultural do Estado. “É uma alegria ver nossas fanfarras participando do desfile do 2 de julho, fortalecendo a cultura, a arte e a aprendizagem dos nossos estudantes. Celebramos a Independência da Bahia valorizando a história, a resistência e o protagonismo da educação pública.”
Leia também: Estudantes da Bahia Brilham na 24ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia em SP
Leia também: Bolsa Presença: Crédito de Março Liberado para Mais de 366 Mil Estudantes na Bahia
Escala e organização do evento
Em 2024, o desfile reúne 87 unidades escolares da rede estadual, mobilizando 5.225 estudantes em toda a Bahia. Na capital e Região Metropolitana, 30 escolas participam, divididas entre turnos matutino e vespertino, com 2.284 jovens envolvidos. No interior, 57 escolas reúnem 2.941 estudantes, que também tomam parte das comemorações.
O Projeto Fanfarras Escolares, da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), é responsável por promover essa participação cultural e cívica. A iniciativa fortalece a conexão entre educação, arte e a identidade baiana, incentivando os estudantes a se envolverem nas manifestações que preservam a história local.
Contexto histórico do 2 de Julho
O 2 de Julho é uma das principais datas cívicas da Bahia, celebrando a independência conquistada em 1823 após a resistência dos povos baianos contra o domínio português. Em 2026, a data completará 203 anos e segue sendo marcada por manifestações culturais e históricas que envolvem toda a comunidade, especialmente os estudantes da rede estadual, que fazem da celebração um momento de aprendizado e reafirmação da identidade baiana.

