Formação para inclusão bilíngue inicia na Bahia
Com o objetivo de fortalecer a educação bilíngue e inclusiva para estudantes surdos, começou nesta terça-feira (26) o “Encontro formativo: educação bilíngue para surdos”, no Instituto Anísio Teixeira, em Salvador. A iniciativa é promovida pelo Governo Federal, por meio do Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES), em parceria com a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC), e segue até quinta-feira (28). O evento reúne 120 participantes, entre professores, intérpretes e profissionais da Educação Especial, que atuam na rede estadual.
Importância da formação continuada para a educação inclusiva
Durante a abertura, a superintendente de Políticas para a Educação Básica da SEC, Helaine Souza, ressaltou o papel fundamental da formação continuada na consolidação da educação bilíngue nas escolas. Segundo ela, o encontro é um espaço essencial para a troca de experiências e para o fortalecimento de práticas pedagógicas que atendam adequadamente os estudantes surdos em diferentes unidades da rede estadual.
Os temas abordados no primeiro dia incluíram “Libras como primeira língua” e “Atendimento Educacional Especializado Bilíngue”. A programação tratou dos desafios e das possibilidades da educação bilíngue para surdos, além de destacar a valorização da Libras enquanto língua viva e essencial para o processo educativo.
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Diálogo ampliado sobre inclusão e cultura surda
Alexandre Fontoura, coordenador da Educação Especial da SEC, enfatizou que o encontro contribui para ampliar o diálogo sobre práticas inclusivas na rede. Ele destacou a importância de inserir a cultura surda nas escolas, promovendo uma inclusão mais qualificada para os estudantes surdos. “Estamos construindo um caminho que valoriza a identidade surda e fortalece a educação bilíngue”, afirmou.
Entre os participantes, 30 profissionais são da Escola Estadual Bilíngue e Centro de Apoio Pedagógico Especializado para Pessoas com Surdez Wilson Lins, localizada no bairro de Ondina. O professor Joelson dos Santos, surdo e integrante da equipe, destacou o impacto positivo da formação para sua atuação. “Esta experiência está enriquecendo minha prática, especialmente no ensino da Libras como primeira língua”, declarou.
Próximos passos: práticas pedagógicas e direitos educacionais
Nos dias seguintes, o encontro continuará com debates sobre práticas dialógicas entre línguas e possibilidades transdisciplinares na escola bilíngue de surdos. Também serão realizadas dinâmicas formativas para a construção coletiva de estratégias pedagógicas. A programação inclui ainda discussões sobre o direito à educação para todos, vinculadas ao Atendimento Educacional Especializado (AEE), e apresentações em grupo com encaminhamentos elaborados durante o evento.
A expectativa é que os conhecimentos compartilhados ao longo dos três dias contribuam para o aprimoramento das práticas pedagógicas bilíngues na rede estadual, beneficiando estudantes, professores e toda a comunidade escolar.

