Prorrogação da Concessão da FCA e o Impacto na Bahia
O governo federal decidiu estender por mais dois anos a concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), atualmente sob administração da VLI. Inicialmente, o contrato venceria em 31 de agosto, mas o novo acordo, que prevê a continuidade da gestão privada por 30 anos, está em análise por órgãos reguladores e pelo Tribunal de Contas da União.
Em comunicado enviado ao Portal Bahia Econômica, o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos, ressaltou que a renovação é fundamental para garantir a continuidade dos serviços ferroviários. No entanto, ele enfatizou que a FCA é peça-chave para a economia baiana e demanda investimentos significativos para melhorar sua eficiência.
Qualidade dos Serviços e Desafios Operacionais
“A prorrogação é necessária para aguardar a definição do contrato de concessão de 30 anos. Contudo, não resolve os problemas atuais, pois os serviços prestados continuam precários”, afirmou Passos. Ele destacou que, enquanto em outros estados os trens da FCA chegam a velocidades de até 40 km/h, no trecho Corredor Minas-Bahia, que atende a Bahia, a média é de apenas 11 km/h.
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Historicamente, a FCA tem sido responsável pelo acesso ferroviário aos portos da Baía de Todos-os-Santos, essenciais para o escoamento de mais de 30 milhões de toneladas de mercadorias anualmente, mesmo diante das limitações da infraestrutura atual.
Posicionamento da FIEB e Propostas para o Futuro
A FIEB entende que a prorrogação da concessão é uma medida temporária para garantir a continuidade da operação enquanto o Governo Federal finaliza os trâmites para a nova concessão de 30 anos. Passos reforça que “manter a operação do que não está funcionando bem não é suficiente”.
O dirigente da FIEB ressalta que está em jogo a integração da Bahia com os principais centros econômicos do país, a competitividade industrial e o escoamento de setores estratégicos como mineração, agronegócio e indústria química.
“Defendemos que a renovação da concessão venha acompanhada de compromissos claros para a continuidade da operação e investimentos que requalifiquem a infraestrutura ferroviária, fortalecendo a economia baiana”, conclui.
Condições Fundamentais para a Nova Concessão
Entre as exigências da Federação estão a manutenção do trecho Corinto (MG)–Campo Formoso (BA), vital para a conexão entre o Sudeste e o Nordeste, com investimentos para sua recuperação e modernização. Além disso, a integração entre a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e a FCA deve ser garantida, assegurando que as cargas produzidas na Bahia tenham acesso facilitado aos portos da Baía de Todos-os-Santos e ao Porto Sul.

