Rogério Ceni enfrenta desafio decisivo no Bahia contra o Coritiba
Em 2026, Rogério Ceni chega ao confronto contra o Coritiba com a missão clara: buscar uma reação urgente diante da torcida do Bahia. A equipe atravessa uma fase difícil, sem vencer há sete partidas, e vem colecionando eliminações precoces na Libertadores e na Copa do Brasil. Essa sequência negativa colocou o treinador no centro das críticas e protestos dos torcedores, especialmente após o jogo do último domingo.
Contexto da estreia e situação dos times na Série A
Rogério Ceni foi anunciado como técnico do Bahia apenas cinco dias antes do jogo contra o Coritiba, válido pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro e disputado numa quinta-feira. Na ocasião, o Bahia ocupava a 16ª posição na tabela, com 22 pontos, apenas um à frente do Santos, que estava na zona de rebaixamento. O Coritiba, adversário direto, figurava na lanterna, somando apenas 14 pontos até então.
Trajetória e conquistas do treinador no Bahia
Apesar do momento atual complicado, o trabalho de Rogério Ceni no Bahia tem marcas importantes. Mais de duas temporadas após sua chegada, o treinador imprimiu sua identidade ao time, conquistando dois títulos estaduais e uma Copa do Nordeste. Além disso, sob seu comando, o Bahia bateu duas vezes o recorde de melhor campanha na Série A, classificou-se para a Libertadores em duas temporadas consecutivas pela primeira vez e alcançou feitos inéditos na história do clube.
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Reação de Rogério Ceni aos protestos da torcida
Em entrevista, o treinador reconheceu a dificuldade do momento, mas pediu apoio dos torcedores para superar a fase. “Eu lamento porque trabalho muito todos os dias, me dedico muito. É um momento difícil que a gente tem que tentar se manter firme. Gostaria que o torcedor apoiasse. O torcedor está chateado, e eu entendo”, afirmou.
Rogério ressaltou sua dedicação e paixão pelo futebol, destacando que não pretende desistir diante das críticas. “Você abandonaria sua profissão se alguém te ofendesse? A vida consiste muito no que você é apaixonado. Eu sei que eu tenho capacidade, que os atletas acreditam em mim. Trabalho 12 horas por dia e fico muito em casa. A minha vida é trabalhar. E o mais importante é que eu gosto do que eu faço”, completou.
O treinador também falou sobre o impacto das vaias e a importância do apoio da torcida para manter os sonhos do time vivos. “É sempre mais difícil trabalhar com vaia. Gostaria que o torcedor estivesse com a gente para a gente repetir o sonho que tivemos. A gente tem que tentar provar valor, trabalho. Não acho justo uma pessoa abandonar o que ama por uma ofensa. Isso é para gente fraca, que desiste fácil”, concluiu.
Próximos passos e a pressão sobre o Bahia
Com a pressão crescente e a sequência ruim, o Bahia de Rogério Ceni precisa urgentemente reencontrar o caminho das vitórias para se afastar da zona de rebaixamento e recuperar a confiança da torcida. O confronto contra o Coritiba, adversário direto na parte baixa da tabela, ganha ainda mais relevância nesse contexto, pois pode definir o rumo do clube nas próximas rodadas do Brasileirão.

