Cultura do Milho como Motor do agronegócio Baiano
No último dia 24 de abril, com a celebração do Dia Internacional do Milho, reforçou-se a relevância deste grão para o agronegócio da Bahia. As projeções para 2026 são animadoras, indicando que a cultura do milho será um dos principais fatores para que o estado alcance mais uma safra recorde, mantendo sua posição de destaque como o sétimo maior produtor de grãos do Brasil.
De acordo com os dados do Levantamento Sistemático da produção agrícola (LSPA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a março, a primeira safra de milho na Bahia está prevista para ser de 2,088 milhões de toneladas. Este número representa um crescimento impressionante de 8,1% em comparação a 2025, ou seja, 156 mil toneladas a mais — o que se traduz no maior aumento absoluto entre as culturas agrícolas no estado, conforme apontado pelo levantamento.
O secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Vivaldo Gois, ressaltou a importância do milho para o desempenho recorde da produção de grãos na Bahia. “O milho tem papel fundamental na economia do campo e em diversas cadeias produtivas. Esse avanço é fruto do empenho dos produtores e da atuação da Seagri, que tem implementado políticas públicas, incentivado inovação, disponibilizado assistência técnica e promovido ações que melhoram a competitividade da agricultura baiana”, informou Gois.
Perspectivas de Produção e Crescimento
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Considerando também a segunda safra, a expectativa é de que a produção total de milho na Bahia chegue a 2,74 milhões de toneladas em 2026, o que representa um crescimento de 18,2% em relação ao ano anterior, conforme o Boletim de Conjuntura Agropecuária da Bahia, emitido pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). A área destinada ao cultivo do milho também deverá registrar um aumento de 5%, totalizando 630 mil hectares, com uma produtividade prevista de 4 mil quilos por hectare, um número bastante alentador.
As regiões Oeste e Nordeste da Bahia se destacam como os principais polos produtores de milho. Em 2024, Correntina foi o município que mais se destacou, com a produção de 40 mil toneladas, seguido de São Desidério, que colheu 35,2 mil toneladas; Jeremoabo, com 34,3 mil toneladas; Adustina, com 31,7 mil toneladas; e Paripiranga, com 28,5 mil toneladas. Esses dados ilustram bem a concentração da produção de milho em algumas áreas específicas do estado, onde o cultivo se mostra cada vez mais rentável e sustentável.
Exportações e Mercado Internacional
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No cenário internacional, o milho produzido na Bahia também apresentou resultados positivos. No primeiro trimestre de 2026, as exportações atingiram a marca de US$ 378,1 mil, com um total de 1,735 milhão de toneladas exportadas, sendo a China e os países do Oriente Médio os principais destinos dos grãos baianos, de acordo com informações do sistema Agrostat, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Essa expansão das exportações demonstra não apenas a qualidade do milho produzido na Bahia, mas também a crescente demanda internacional por este insumo vital.
Com um futuro promissor pela frente, a Bahia se prepara para mais um ciclo produtivo, alicerçado no cultivo do milho, que promete não apenas fortalecer o agronegócio local, mas também impulsionar a economia do estado, garantindo o sustento de milhares de famílias envolvidas no setor.


