Especial do Dia Nacional da Cultura com o Quinteto da Bahia
Na primeira quinta-feira de novembro, a Série Lunar retoma suas atividades com uma edição especial dedicada ao Dia Nacional da Cultura. O Quinteto da Bahia apresenta-se gratuitamente às 19h no auditório da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), oferecendo ao público um repertório de música de câmara brasileira. Essa forma musical, voltada a pequenos grupos de instrumentistas, valoriza a poesia nacional e celebra as expressões culturais do país. O concerto terá ainda a abertura com uma exposição exclusiva de exemplares dos acervos de Walter da Silvera e Ruy Barbosa, preservados pela ABI.
Contexto histórico e homenagem a Ruy Barbosa
Desde 1970, o Brasil celebra anualmente em 5 de novembro o “Dia da Cultura e da Ciência”, instituído pela Lei Nº 5.579. A data presta homenagem a personalidades emblemáticas das letras e das ciências nacionais e internacionais, com destaque para o Conselheiro Ruy Barbosa. Nascido em 5 de novembro de 1849, Ruy Barbosa foi político, advogado e jornalista, conhecido como “Águia de Haia” por sua atuação na segunda conferência internacional da paz de Haia em 1907. O Ministério da Educação e Cultura estabelece diretrizes para divulgar sua vida e obra, especialmente nas escolas do país.
Origem e proposta musical do Quinteto da Bahia
Formado entre 2019 e 2020 no ambiente acadêmico da Universidade Federal da Bahia, o Quinteto da Bahia busca aproximar a música camerística, composta para pequenos conjuntos, da música popular brasileira. Seu repertório destaca compositores nordestinos e as diversas sonoridades da Bahia, refletindo a riqueza cultural da região.
O grupo já participou de projetos como a Série Carybé da OSBA, o Bahia Sagrada, o Festival Vozes na Chapada, entre outros eventos culturais. Também colaborou com artistas como a cantora e compositora paraibana Flávia Wenceslau. Atualmente, o Quinteto é formado por Edivonei Gonçalves (violino), Lírida Lima (violino), Laís Guimarães (viola), Ítalo Nogueira (violoncelo) e Rodolfo Lima (contrabaixo).
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Quatro pilares da musicalidade do grupo
O Quinteto da Bahia fundamenta sua musicalidade em quatro pilares. O primeiro é o Brasil, representado por obras e arranjos de diferentes gerações. O segundo, o Nordeste, que oferece ritmos e referências culturais traduzidos em suas cordas. Em terceiro lugar, a Bahia, com inspiração nas paisagens do Sertão, Recôncavo, litoral e Salvador. Por fim, a música de câmara, que possibilita a harmonia por meio da escuta, equilíbrio e diálogo entre as cinco vozes do grupo.
Exposição de acervos históricos na abertura do evento
A abertura do concerto traz uma amostra exclusiva dos acervos de Walter da Silvera e Ruy Barbosa, organizada pela equipe de conservação e preservação da ABI. A data coincide com o aniversário da morte de Walter da Silvera e o nascimento de Ruy Barbosa.
Walter da Silvera, nascido em 1915 em Salvador, ficou conhecido tanto por sua carreira jurídica, defendendo movimentos sindicalistas, quanto por seu envolvimento com a cultura e o cinema. Fundador do Clube de Cinema da Bahia, seu legado cultural é preservado desde sua morte em 5 de novembro de 1970. Seu acervo foi doado à ABI em 2016.
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Fonte: decaruaru.com.br
Já Ruy Barbosa, a “Águia de Haia”, teve uma trajetória política marcante na Bahia, ocupando cargos como deputado e senador. Lutou ativamente pela abolição da escravatura no Brasil durante o século XIX. Seu acervo está guardado na reserva técnica da ABI.
Devolutiva cultural para novas gerações
A exposição busca resgatar e devolver à cena cultural baiana o legado de Walter da Silvera e Ruy Barbosa, estimulando o debate e a reflexão sobre suas contribuições. Estagiários voluntários conduzirão a apresentação, com suporte técnico e orientação de profissionais da museologia e conservação.
Série Lunar: encontro entre academia, música e público
O concerto integra a programação da Série Lunar, projeto fruto da parceria entre a ABI e a Emus/UFBA. Desde 2019, a iniciativa promove apresentações com participação de professores, servidores técnico-administrativos e estudantes, transformando o Auditório Samuel Celestino em um espaço de diálogo entre a produção acadêmica, a cena musical e o público de Salvador. Em 2026, o projeto conta com o apoio da Associação Cultural Brasil–Estados Unidos (ACBEU), que auxilia na manutenção da programação.

