Acidente fatal com espada junina em Sapeaçu
Um momento trágico foi registrado no interior da Bahia, quando Tarcísio Sodré Ramos do Nascimento, de 47 anos, morreu após ser atingido por uma espada junina no bairro da Jaqueira, na Rua Doutor José Alfredo de Melo. Segundo a Polícia Militar, a 27ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) foi acionada pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom) após receber a informação de que um homem havia se ferido com um artefato pirotécnico.
Ao chegar ao local, os policiais encontraram Tarcísio ferido. Ele foi socorrido e levado para uma unidade de saúde da região, mas não resistiu aos ferimentos. As imagens que circulam mostram o momento em que a vítima acende duas espadas e participa de uma espécie de “guerra” de fogos de artifício, sendo atingido no rosto e caindo em seguida. A motivação exata do acidente ainda não foi esclarecida.
Investigação e resposta da Prefeitura de Sapeaçu
A Delegacia Territorial (DT) de Sapeaçu abriu investigação para apurar as circunstâncias do acidente. Laudos periciais do Departamento de Polícia Técnica (DPT) serão fundamentais para auxiliar na apuração. Paralelamente, a Prefeitura de Sapeaçu, por meio da Secretaria de Educação, manifestou pesar pela morte de Tarcísio, que era sobrinho da escritora e colaboradora local Edelzuite Sodré.
Em respeito ao luto da família, a gestão municipal anunciou o cancelamento dos festejos programados para a noite de terça-feira. A prefeitura também prestou solidariedade aos familiares e amigos, ressaltando que Tarcísio “deixará muitas saudades”.
Proibição e fiscalização das espadas de fogo na Bahia
Em nota oficial, a Polícia Civil da Bahia reforçou que o porte, posse, armazenamento, transporte e uso de espadas de fogo são proibidos no estado. Essas ações podem ser enquadradas no artigo 16 do Estatuto do Desarmamento (Lei Federal nº 10.826/2003), com pena de três a seis anos de reclusão, sem possibilidade de fiança em casos de flagrante.
A corporação destacou que, apesar de discussões e medidas previstas em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), ainda não houve implementação integral de regulamentações específicas para o uso controlado desses artefatos. Os responsáveis pelo acidente podem responder criminalmente e serão encaminhados às autoridades para as medidas cabíveis.

