O Artista e Seu Alter Ego
Natural de Feira de Santana, Bahia, Mariô Onofre, conhecido artisticamente como EGITOROCK, está ganhando destaque na cena musical underground de São Paulo com o lançamento do seu novo EP, intitulado VIDA LÓKI. Aos 35 anos, ele construiu uma identidade única, mesclando diferentes influências em sua jornada musical.
Apesar de já ser uma referência sólida no cenário paulistano, EGITOROCK não esconde suas ambições de crescimento. Em entrevista ao Metrópoles, ele compartilhou que “é o que me resta nessa vida”, refletindo sobre o desejo contínuo de evoluir artisticamente e alcançar novos públicos.
Desafios da Independência Musical
O músico também abordou as dificuldades enfrentadas por artistas independentes em um ambiente tão competitivo. Embora o EP tenha recebido uma boa aceitação nas redes sociais, EGITOROCK ressaltou que plataformas de streaming ainda representam um grande desafio. “A dinâmica da música é muito injusta e só sai na frente quem tem bastante dinheiro para investir. Apesar disso, continuo acreditando no meu talento para furar a bolha aos poucos”, revelou.
Significados nas Canções
A faixa que abre o EP, “Exu É Meu Amigo”, carrega um peso emocional significativo para o artista, representando tanto uma fonte de força quanto uma nova direção em sua vida pessoal. Essa canção foi gestada em um momento de dificuldade, o que a torna especialmente poderosa para EGITOROCK.
A Origem do Nome
O nome EGITOROCK surgiu quase como uma brincadeira. Durante uma conversa com um amigo trapper, os dois começaram a inventar nomes inusitados para colaborações. O apelido, que acabou se firmando, foi adotado por Mariô em sua carreira gótica. “Esse vulgo representa muito do que faço e me identifico”, contou.
Planos Futuros e Novos Projetos
VIDA LÓKI é apenas o primeiro passo na trajetória de EGITOROCK. O artista já está imerso na produção de seu álbum de estreia, intitulado Quebrada Postpunk, que tem previsão de lançamento para 2026. Segundo ele, a nova coletânea terá uma sonoridade mais rica e acessível ao público gótico, mantendo a essência densa que caracteriza seu trabalho.
Com esses novos projetos, EGITOROCK demonstra que está determinado a deixar sua marca na música independente, buscando sempre mais reconhecimento e conexões com o público. Assim, ele se posiciona não apenas como um artista, mas como uma voz que ecoa os desafios e triunfos da cena musical contemporânea.


