Fatores que levaram à redução nos preços do mamão nas regiões produtoras
Na última semana de abril, os preços do mamão apresentaram uma significativa queda no Norte do Espírito Santo e em áreas produtoras da Bahia. Entre os dias 20 e 24, relatórios do Hortifrúti/Cepea indicaram que o crescimento da oferta de frutas, aliado a uma demanda em retração, pressionou os preços para baixo, tornando difícil a recuperação nas cotações.
No Norte capixaba, por exemplo, o mamão havaí 12-18 foi negociado a R$ 1,78 por quilo, refletindo uma redução de 15% em comparação à semana anterior. Por outro lado, na região Sul da Bahia, o mamão formosa encerrou a semana cotado a R$ 0,83 por quilo, o que representa uma queda de 8% no mesmo período.
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Esse cenário pode ser compreendido pela maior disponibilidade de frutas no mercado, que se intensifica no final do mês, quando a demanda tradicionalmente esfriava. Esta confluência de fatores foi suficiente para impedir qualquer reação positiva nos preços, mesmo em áreas que normalmente têm um papel crucial na produção da fruta.
Além da pressão nos preços, os produtores enfrentam um desafio adicional: a qualidade dos frutos. Em algumas lavouras do Norte do Espírito Santo e do Sul da Bahia, o registro de doenças fúngicas tem se tornado um problema, afetando tanto a aparência dos mamões quanto a sua capacidade de aproveitamento no mercado.
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No Oeste da Bahia, a tendência de desvalorização também se fez sentir. Apesar da qualidade satisfatória dos mamões naquela região, a ampliação da oferta resultou em uma queda de 11% nos preços, com a fruta sendo comercializada a R$ 1,44 por quilo.
Para a semana seguinte, as previsões indicam que a pressão sobre os preços deve continuar. A permanência de um volume expressivo de frutas no mercado, somada a uma demanda ainda em baixa, sugere que a recuperação nas cotações permanecerá limitada. Os produtores devem se preparar para mais desafios em um cenário onde a competitividade e a qualidade dos produtos são fundamentais.


