Críticas à privatização da educação pública
O deputado estadual Angelo Almeida, do PSD, manifestou forte reprovação em relação à reunião entre o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), e o secretário de Educação de São Paulo, Renato Feder. Segundo Almeida, o encontro representa uma ‘venda disfarçada’ da educação pública na Bahia, refletindo um modelo que prioriza o lucro em detrimento do acesso à educação de qualidade.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ACM Neto é visto ao lado de Renato Feder, que já teve passagens pela educação no Paraná e possui um histórico no setor empresarial. Para Angelo Almeida, a mensagem transmitida no vídeo é clara: ‘Não se trata de uma visita institucional, mas de um modelo que transforma a educação em produto e escolas em negócios’, afirmou o parlamentar, apontando para os riscos dessa abordagem.
Leia também: Vice-Prefeita de Salvador Troca PDT pelo União Brasil e Alinha-se a ACM Neto
Leia também: Ana Paula Matos Troca PDT pelo União Brasil e Se Prepara para Apoiar ACM Neto
Ele destacou que esse tipo de lógica ignora princípios fundamentais da educação pública. ‘Quando o interesse público se entrelaça com o privado, quem mais sofre são os que mais precisam. A educação pública não deve ser vista como mercadoria. Não é um ativo financeiro, mas um direito constitucional’, enfatizou Almeida.
A avaliação do deputado é de que a cidade de Salvador já enfrenta as consequências desse tipo de modelo de gestão educacional. Ele citou o programa Pé na Escola, criado na administração de ACM Neto, que, segundo ele, direcionou mais de R$ 800 milhões para instituições privadas enquanto escolas públicas eram fechadas. Um caso emblemático mencionado por ele é o fechamento da escola do Rio Sena, ao mesmo tempo em que houve expansão das vagas em instituições privadas.
Leia também: ACM Neto Alinha Apoios para 2026 com Caiado, Zema e Flávio Bolsonaro
Leia também: Éden Critica ACM Neto: Estratégia Polêmica para as Eleições na Bahia
As alegações de Angelo Almeida são corroboradas por investigações do Ministério Público Federal, que examinam possíveis irregularidades no uso de recursos destinados à educação e a desvio de finalidade em políticas públicas. Para o deputado, essa situação revela uma contradição alarmante. ‘Esse modelo já falhou aqui em Salvador. E agora, tentam apresentá-lo como solução para toda a Bahia. Isso é inaceitável’, concluiu.


