Inovação e sustentabilidade na escola pública de Juazeiro
O Colégio Estadual do Campo Olavo Ferreira Neto, no distrito de Maniçoba, Juazeiro, celebrou recentemente o destaque nacional de quatro estudantes que desenvolveram um projeto de bioplástico sustentável. Letícia Pereira, Sabryna de Oliveira, Larissa Ferreira e Jénifer Xavier conquistaram o prêmio de Melhor Solução da Região Nordeste na 1ª Olimpíada Científica de Integração Nacional (OCINA), evento que reuniu jovens talentos de diversos estados brasileiros.
Orientadas pela professora Francilma Pinheiro, as alunas criaram o Biomanga, um bioplástico produzido a partir de resíduos da manga, oferecendo uma alternativa ecológica para o reaproveitamento de matéria orgânica. A iniciativa chamou a atenção pelo potencial de reduzir impactos ambientais, evidenciando a capacidade de inovação e protagonismo dos estudantes dentro do ambiente escolar.
Desafios práticos e desenvolvimento de habilidades científicas
Durante a olimpíada, os participantes enfrentaram provas práticas, atividades orientadas e sessões formativas transmitidas por meio de lives. A equipe do Biomanga precisou elaborar soluções criativas em curto prazo, exercitando competências essenciais como comunicação, pensamento científico e criatividade. O desempenho das estudantes garantiu a cada uma uma bolsa mensal de R$ 300 durante um ano, totalizando R$ 3.600 por integrante.
Leia também: Renato Antunes leva Caravana por Mais Educação ao Sertão do Araripe para fortalecer escolas estaduais
Fonte: soupetrolina.com.br
Leia também: Colégio Indígena em Nova Laranjeiras se Destaca Nacionalmente por Inovação e Cultura Kaingang
Fonte: indigenalise-se.com.br
A professora Francilma destacou o valor da experiência para a formação das jovens. “Participar dessa Olimpíada Científica com minhas alunas foi uma experiência muito especial”, afirmou. Ela ressaltou o comprometimento e amadurecimento das estudantes ao longo das atividades e expressou orgulho em acompanhar essa trajetória.
Impacto na formação e visibilidade para estudantes da rede estadual
Letícia Pereira, líder do grupo, enfatizou como a participação na OCINA contribuiu para o crescimento acadêmico e pessoal das colegas. “Aprendemos coisas novas, superamos o medo de gravar vídeos, desenvolvemos criatividade e ganhamos confiança para expor nossas ideias”, contou. Para ela, mais do que a premiação, a olimpíada proporcionou aprendizado intenso e visibilidade para o trabalho realizado.
“Foram três dias intensos, mas valeu muito a pena. A OCINA mostrou o quanto os estudantes podem evoluir quando recebem o apoio e incentivo necessários”, concluiu Letícia, ressaltando o impacto concreto da competição no ambiente escolar e na trajetória das jovens cientistas de Juazeiro.

