Críticas Diretas a Jacques Wagner
O pré-candidato à Presidência pelo Partido Novo, Romeu Zema, não poupou críticas ao senador Jacques Wagner (PT-BA), alvo da Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF), que investiga o envolvimento do petista em supostas vantagens econômicas envolvendo o Banco Master. Em suas declarações, Zema questionou a escolha de Lula por Wagner como líder do governo no Senado, insinuando que o presidente estaria se representando por alguém envolvido em corrupção.
“E se gritar pega ladrão…”, escreveu Zema em sua conta no X, fazendo referência a uma música de Bezerra da Silva para enfatizar suas acusações. Ele destacou que Wagner é o representante direto do presidente Lula no Congresso e questionou se é adequado que uma pessoa sob investigação por corrupção ocupe esse cargo.
Origem da Crise e Pressão no Partido Novo
O ex-governador de Minas Gerais aproveitou para lembrar que, segundo sua visão, a Bahia governada pelo PT foi “onde tudo começou” em relação a esses escândalos, reforçando que a verdade sobre o caso Master vem se tornando cada vez mais evidente. As críticas de Zema não ficaram restritas ao PT; ele também gerou atritos dentro do próprio partido Novo, especialmente após se posicionar contra Flávio Bolsonaro, o que resultou em sua exclusão de um evento importante da sigla em Santa Catarina.
Leia também: Operação Compliance Zero: Impacto na Delação de Vorcaro e Ciro Nogueira
Fonte: amapainforma.com.br
Leia também: Zema critica PL e exclui chance de ser vice de Flávio Bolsonaro
Fonte: agazetadorio.com.br
Esse afastamento foi motivado por declarações do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que sugeriu um rompimento total entre o PL e o Novo, intensificando a crise entre as duas legendas. Zema, que já havia sido apoiador dos Bolsonaro em Minas Gerais, agora vive um momento de tensão política com a família, especialmente após divulgar sua desaprovação das conversas entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que classificou como “inaceitáveis”.
Repercussão e Reações Políticas
Nos últimos dias, Zema voltou a endurecer seu discurso em entrevistas, afirmando que “quem anda com bandido merece ser visto com cautela”, em crítica direta ao Bolsonarismo. Essa postura provocou reações agressivas, como a do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que acusou Zema de adotar uma “postura vagabunda” e incentivou o rompimento total com o Novo.
Assim, a operação da PF contra Jacques Wagner não apenas reacendeu debates sobre corrupção no cenário político, mas também expôs fragilidades e divisões internas entre partidos que, até recentemente, mantinham alianças estratégicas. O episódio marca um momento delicado para o pré-candidato do Novo, que tenta se posicionar como alternativa em meio a uma polarização crescente.

