Atividades culturais reforçam a importância do Novembro Negro
Na Escola Estadual Deputado Naomar Alcântara, em Cajazeiras V, Salvador, o Novembro Negro é marcado por uma série de atividades que promovem a valorização da cultura afro-brasileira e o combate ao racismo. Até o dia 19, estudantes participam de palestras, peças teatrais, lançamentos literários e oficinas que celebram a ancestralidade e a história afrodescendente.
Na sexta-feira (6), os alunos assistiram ao espetáculo “Idas e vindas secas” na Sala do Coro do Teatro Castro Alves. A peça, inspirada na obra Vidas Secas de Graciliano Ramos, trouxe à tona temas como desigualdade social e pobreza no Nordeste. Ester Muniz, estudante do 9º ano, destacou a relevância da experiência: “A peça nos trouxe muitas reflexões sobre a realidade do Nordeste, a desigualdade, a pobreza e tudo o que as pessoas passam. Isso me fez perceber como todos nós estamos interligados nesse espaço.”
Para Ana Sophia dos Santos, do 6º ano, a apresentação foi um estímulo para o engajamento nas demais ações do Novembro Negro. “Foi muito bom ter essa oportunidade de assistir a uma peça no TCA com os colegas. Agora, já estou na expectativa de participar das outras atividades, principalmente das oficinas”, afirmou.
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Educação e cultura como ferramentas de transformação
O professor de Geografia, Ivan da Costa, ressaltou a importância dessas iniciativas na formação dos alunos. “Essa ação valida o trabalho que fazemos diariamente na rede estadual para garantir o desenvolvimento intelectual, cultural e humano dos estudantes. Viver isso em um mês tão especial e representativo torna a experiência ainda mais essencial e gratificante”, explicou.
A programação segue com diversas atividades. No dia 10, na Casa de Angola, será apresentado o livro Trilogia Ndoki, da escritora Carla Pita. No dia 11, ocorre a abertura oficial do projeto Novembro Negro, com a palestra “Somos tantas áfricas – afro-brasilidades e formação da sociedade brasileira”, conduzida por Tayse Jéssica Barros, mestranda em História Social do Brasil pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). As oficinas, como “Máscaras africanas em movimento: arte, corpo e ancestralidade”, acontecem nos dias 18 e 19, ampliando o diálogo sobre cultura e identidade afro-brasileira.

