Oficinas e show no Museu de Arte Moderna da Bahia
Nos dias 12 e 13 de setembro, o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM Bahia), em Salvador, recebe o Grupo Ofá para uma programação que une música, formação e diálogo sobre tradições de matriz africana. O projeto, que acontece gratuitamente, busca aproximar o público das raízes culturais por meio de atividades que exploram dança, percussão e histórias ancestrais.
Logo pela manhã do dia 12, o público poderá participar da oficina de dança afro, coordenada pela cantora e bailarina Luciana Baraúna. A atividade propõe um contato direto com fundamentos ancestrais da dança, abordando expressões corporais, ritmos e simbologias que enriquecem a cultura afro-brasileira, além de estimular a troca de saberes entre os participantes.
Na sequência, às 10h, o tambor toma o centro da cena com a oficina de atabaques, sob a condução de Iuri Passos. Alabê, mestre tradicional e professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Passos apresenta os ritmos e toques tradicionais, enfatizando a importância cultural e simbólica dos atabaques nas tradições afro-brasileiras.
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Histórias e trajetórias do Grupo Ofá
Às 11h, a programação inclui o seminário e roda de conversa “Ofá: Caminhos e Trajetória”. Integrantes do grupo compartilham suas experiências, desafios e vivências ao longo da caminhada artística, dialogando sobre ancestralidade, música e as influências que moldaram o Ofá desde sua formação.
No domingo, 13 de setembro, o encerramento fica por conta do show do Grupo Ofá às 16h, com participação especial da cantora, pesquisadora e compositora Ilessi. Doutora em Música pela UNICAMP e professora na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Ilessi traz uma vasta trajetória, tendo lançado seis álbuns e colaborado com artistas renomados como Alaíde Costa, Guinga e Esperanza Spalding.
Segundo Iuri Passos, o projeto visa fortalecer o diálogo do museu com comunidades negras, quilombolas e de matriz africana, além de alcançar estudantes, pesquisadores, turistas e interessados na cultura e ancestralidade. O evento é resultado dos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, financiados pelo Governo Federal e executados pelo Governo do Estado da Bahia, e oferece acesso gratuito ao público.

