Expansão do atendimento especializado com Unidades Móveis
O Governo Lula, em colaboração com a gestão do governador Jerônimo, deu início na última sexta-feira (24/04/2026) à operação de novas carretas dentro do programa “Agora Tem Especialistas”. As unidades já estão em funcionamento em cidades como Alagoinhas e Salvador, com o intuito de facilitar o acesso dos cidadãos ao Sistema Único de Saúde (SUS) para exames diagnósticos e atendimento especializado. Essa iniciativa faz parte de uma estratégia nacional que visa não apenas reduzir as filas de espera, mas também acelerar diagnósticos e promover a prevenção de doenças, com foco nas mais críticas, como câncer de mama e colo do útero, através de estruturas móveis equipadas e equipes multiprofissionais.
As carretas do Ministério da Saúde atuam como centros móveis de diagnóstico, oferecendo uma gama de exames que costumam ter alta demanda e longos períodos de espera na rede pública. Em Alagoinhas, por exemplo, a unidade está direcionada à saúde da mulher, disponibilizando consultas ginecológicas, mamografias, ultrassonografias pélvicas e transvaginais, além de biópsias quando necessário. Essa abordagem visa identificar precocemente doenças e assegurar que os pacientes recebam o encaminhamento adequado para tratamento, especialmente nos casos oncológicos.
Já em Salvador, a carreta é destinada à realização de tomografias diversas, essenciais para o diagnóstico e planejamento de condutas médicas em diferentes áreas. O atendimento ocorre mediante regulação e encaminhamento das secretarias municipais de saúde, o que busca garantir uma organização eficaz da demanda e priorizar os casos mais urgentes.
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Histórico de Atendimentos e Alcance na Bahia
Antes de chegar a Alagoinhas e Salvador, as unidades móveis percorreram várias cidades baianas, incluindo Senhor do Bonfim, Paulo Afonso, Eunápolis, Teixeira de Freitas, Itabuna, Irecê, Ibotirama, Serrinha, Barreiras, Feira de Santana, Cruz das Almas e Ribeira do Pombal, entre outras. Nesses locais, foram oferecidos serviços nas áreas de oftalmologia, saúde da mulher e exames de imagem, com ênfase em regiões que enfrentam vazios assistenciais. A estratégia visa descentralizar o acesso à saúde especializada, reduzindo a necessidade de deslocamentos para grandes centros urbanos e levando atendimento de qualidade para mais perto da população.
De acordo com o Ministério da Saúde, o programa já atingiu 557 municípios em todo o Brasil, contribuindo para a ampliação da oferta de consultas, exames e cirurgias, especialmente em procedimentos frequentemente associados a longas filas no SUS, como a cirurgia de catarata.
Programa Nacional Percorre o País com Estruturas Itinerantes
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O programa “Agora Tem Especialistas” é composto por 64 carretas de saúde, que, em aproximadamente seis meses, percorreram mais de 36,3 mil quilômetros em todas as regiões do Brasil. A iniciativa já alcançou uma em cada dez cidades do país, segundo informações divulgadas pelo governo federal. Além da Bahia, outras unidades começaram a operar simultaneamente em estados como Roraima, Minas Gerais, São Paulo, Maranhão, Rio de Janeiro, Pará e Tocantins, ampliando o alcance desta política pública em nível nacional.
Essas carretas operam com equipes multidisciplinares e equipamentos especializados, permitindo a realização de exames fundamentais para diagnósticos clínicos. A proposta é integrar essas ações com a rede local de saúde, garantindo assim a continuidade do atendimento ao paciente.
Estratégias Complementares para Redução de Filas no SUS
O programa vai além das unidades móveis. Diversas medidas têm sido implementadas para reduzir o tempo de espera por atendimento especializado, incluindo:
- Mutirões de atendimento realizados nos finais de semana;
- Aumento do horário de funcionamento das policlínicas;
- Reativação de estruturas ociosas em hospitais públicos;
- Ampliação do número de médicos especialistas;
- Parcerias com hospitais privados e filantrópicos, utilizando compensações por créditos tributários.
Essas iniciativas visam aumentar a capacidade de atendimento do SUS sem depender exclusivamente da expansão física da rede pública, aproveitando as estruturas já existentes e ampliando a oferta de serviços para toda a população.


