Aprendizado Contínuo como Pilar Estratégico
No cenário corporativo atual, o desenvolvimento de talentos não é mais apenas uma responsabilidade do setor de Recursos Humanos; tornou-se um elemento central na estratégia das organizações. Essa afirmação foi ressaltada por Afonso Almeida, gerente de Desenvolvimento de Carreiras do IEL Bahia, durante o painel “Desenvolvimento de Talentos na Era Digital: Desafios e Oportunidades”, realizado no evento Index, em 8 de maio de 2026.
De acordo com Almeida, o IEL Bahia estabelece um diálogo constante com profissionais de RH para encontrar soluções que promovam o desenvolvimento humano e a retenção de talentos. “Com o RH, mantemos uma interlocução diária para discutir tais soluções. O IEL é capacitado para abordar esse tema e compartilhar experiências”, declarou.
Os Desafios da Contratação e Retenção
Um dos principais desafios que as empresas enfrentam atualmente é a dificuldade de recrutar, selecionar e reter profissionais qualificados. Almeida aponta que essa questão é observada em vários setores e tem sido exacerbada pelas transformações tecnológicas e pela mudança de comportamento das novas gerações.
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“Muitas empresas enfrentam dificuldades para recrutar ou selecionar talentos. Esse é um relato comum a muitos segmentos. As novas tecnologias também apresentam novos desafios”, afirmou.
A geração Z, em particular, tem sido um foco de atenção para muitos gestores. Um estudo do GPTW Brasil 2026 revela que 68% dos líderes veem essa geração como a mais desafiadora no ambiente corporativo, especialmente em aspectos como engajamento, permanência e alinhamento cultural.
Impactos da Falta de Desenvolvimento de Talentos
A Almeida, a abordagem que considera o desenvolvimento humano como uma responsabilidade exclusiva do RH pode gerar consequências negativas para os resultados das empresas. Isso se traduz em custos elevados com novas contratações, desgastes nas relações profissionais, atrasos em projetos, alta rotatividade e, consequentemente, perda de desempenho.
“Não desenvolver talentos atualmente significa perder dinheiro”, enfatizou a especialista. “Cuidar das pessoas é essencial”, completou.
Almeida também alertou sobre a urgência de as empresas adotarem uma postura proativa na formação de seus profissionais. “É necessário parar de tampar buracos e começar a fechar a fonte”, disse, mencionando que apenas 13% dos gestores dedicam tempo suficiente ao desenvolvimento de talentos. Outro dado alarmante é que 84% das iniciativas de transformação digital falham porque aspectos humanos e culturais são negligenciados.
A Evolução do Desenvolvimento de Talentos
Na visão de Almeida, desenvolver talentos no presente implica em construir um ecossistema de aprendizagem permanente, que se integre ao cotidiano de trabalho e fomente a colaboração entre pessoas e máquinas. “O desenvolvimento deixou de ser um conjunto de treinamentos esporádicos para se tornar um pilar estratégico de retenção, focando em aprendizado contínuo, personalizado e alinhado ao fluxo de trabalho diário”, explicou.
A especialista também ressaltou a importância das lideranças nesse processo. “O papel do líder não é mudar a pessoa, mas sim remover os obstáculos que impedem seu crescimento”, afirmou.
Equilíbrio entre Agilidade e Estabilidade
Outro desafio significativo destacado por Almeida é encontrar um balanço entre agilidade e estabilidade nas organizações. Enquanto o mercado demanda respostas rápidas e adaptabilidade constante, os colaboradores precisam de um propósito claro, segurança psicológica e um ambiente que favoreça a inovação. “O colaborador necessita de âncoras que o permitam inovar sem temor de falhar”, observou.


