Debate sobre Educação na Bahia reúne principais nomes do setor
O próximo dia 2 de junho será marcado por um importante fórum de discussões em Salvador, chamado S.O.S Bahia – Caminhos para Mudar a Educação do Estado. A iniciativa é uma parceria entre a fundação índigo e o União Brasil e contará com a participação de autoridades reconhecidas na área educacional, como o secretário de Educação do estado de São Paulo, renato feder, presidente da Fundação Índigo, ACM Neto, e o deputado federal e ex-ministro da Educação, Mendonça Filho.
Desafios e prioridades na gestão educacional
Renato Feder, uma das principais lideranças do setor no Brasil, destaca que, apesar do consenso sobre a importância da Educação para o desenvolvimento do país, o grande desafio está em transformar esse entendimento em compromisso contínuo. Segundo ele, a educação precisa ser tratada como política de Estado, com planejamento de longo prazo, acompanhamento constante e coragem para enfrentar os problemas estruturais. A qualidade do ensino depende não apenas da infraestrutura, mas também da valorização e formação continuada dos professores, de uma gestão eficiente e de tornar a escola um ambiente atraente para os jovens, especialmente no Ensino Médio, onde a evasão ainda preocupa.
Feder ressalta que as melhores práticas são aquelas que focam na aprendizagem, no domínio do conteúdo e na presença efetiva do professor em sala. Para ele, a escola deve garantir que o aluno desenvolva habilidades fundamentais como leitura, interpretação, escrita e resolução de problemas, preparando-o para a vida além das provas.
Resultados da política educacional em São Paulo
Na gestão de Renato Feder em São Paulo, uma das estratégias centrais foi o investimento em permanência escolar. Ações de busca ativa para combater evasão e faltas elevaram a frequência média dos alunos na rede estadual de 80% para 90% entre 2024 e 2025, o que representa cerca de 300 mil estudantes a mais diariamente nas salas de aula.
Além disso, foram implementados programas que ampliam as oportunidades dos jovens, como o Provão Paulista Seriado, que aproxima estudantes das universidades públicas, e a expansão do Ensino Técnico, que atende hoje 231 mil alunos e deve alcançar 350 mil no próximo ano. O programa Prontos pro Mundo oferece intercâmbios para mil estudantes anualmente, enquanto o compromisso com a alfabetização na idade certa possui atualmente uma taxa de 77%, com meta de 90% até o final do ano.
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Adaptação das práticas para a Bahia e outras regiões
Feder acredita que a experiência paulista pode inspirar melhorias em estados como a Bahia, desde que as políticas públicas respeitem as especificidades locais. A gestão baseada em dados e metas claras é fundamental para identificar e atuar rapidamente nos pontos que demandam atenção. São Paulo, com sua diversidade regional, mostra que a personalização das estratégias é essencial para o sucesso.
Outro ponto destacado é a colaboração entre estados e municípios. A educação deve ser encarada como um sistema integrado, onde a rede estadual e municipal atuam em parceria, compartilhando metas, formação de professores e materiais pedagógicos, acelerando os resultados para os estudantes.
Além disso, o jovem precisa perceber sentido na escola. Para isso, a ampliação do Ensino Técnico, o uso da tecnologia, intercâmbios e a conexão com o mercado de trabalho e ensino superior são estratégias que ajudam a preparar o estudante para a vida cidadã e profissional.
O papel da tecnologia e da inteligência artificial na educação
A presença da tecnologia, especialmente da inteligência artificial (IA), no cotidiano dos alunos é inevitável. A escola não pode se afastar dessa realidade, mas deve utilizar essas ferramentas de forma responsável e pedagógica. Feder enfatiza que a tecnologia é uma ferramenta de apoio e que o professor continua sendo o elemento central do processo educativo, responsável por inspirar, orientar e promover o pensamento crítico.
Ferramentas de IA já auxiliam no acompanhamento pedagógico, possibilitando personalizar o ensino e identificar dificuldades com mais rapidez. No entanto, a análise do contexto e a avaliação pedagógica permanecem sob a responsabilidade do professor.
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Também é fundamental preparar os estudantes para o uso consciente da tecnologia, ensinando responsabilidade digital, ética e capacidade crítica diante do excesso de informações. A escola terá papel decisivo na formação cidadã em meio às rápidas transformações tecnológicas.
Educação personalizada e inclusão digital são desafios futuros
Para o médio e longo prazo, Feder prevê uma educação mais personalizada, alinhada às competências necessárias para o século XXI e integrada à tecnologia. Contudo, ressalta que esse avanço só será positivo se vier acompanhado da valorização dos professores, formação adequada e redução das desigualdades de acesso. O maior risco está na exclusão digital, que pode deixar parte dos jovens sem condições de aproveitar as novas ferramentas educacionais.
Em resumo, a tecnologia amplia as possibilidades educacionais, mas a transformação efetiva depende da atuação do professor em sala de aula e do compromisso das políticas públicas em garantir uma educação de qualidade e acessível para todos.
Texto: Assessoria de Comunicação da Fundação Índigo

