Reflexões sobre ESG e Sustentabilidade
No dia 5 de setembro, o Capítulo Bahia do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) realizou uma edição especial do evento Governance Celebration, no The Latvian. O tema central foi ‘Governança consciente: inspirando transformações sustentáveis’. Com a presença exclusiva de associados e convidados, a programação incluiu uma análise profunda da trajetória da Dengo Chocolates, uma marca originária do sul da Bahia, com foco na sustentabilidade real.
O evento contou com a palestra de Estevan Sartoreli, cofundador da Dengo, que foi seguida por um bate-papo mediado pelo jornalista Vitor Evangelista, colunista de geopolítica e fundador do Espresso News. A mediação, conduzida sob a coordenação de Roberta Carneiro, representante do IBGC Bahia, teve como objetivo discutir a concepção do ESG (Ambiental, Social e Governança) e sua aplicação nas organizações.
Durante o debate, Vitor Evangelista levantou questões críticas sobre a interseção entre ética, governança e viabilidade financeira. Para ele, os líderes contemporâneos enfrentam o desafio de diferenciar o verdadeiro propósito das empresas — que é capaz de engajar tanto colaboradores quanto a sociedade — da mera estratégia de marketing superficial.
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Evangelista destacou: “Muitos executivos acreditam erroneamente que ações simples, como publicar um relatório ou divulgar dados isolados, serão suficientes. Algumas empresas implementam essas ações, mas não percebem benefícios comerciais reais. Em que momento a sustentabilidade deixa de ser algo ‘cosmético’ e passa a ser, de fato, uma alavanca estratégica de negócio?”. Essa provocação busca conscientizar sobre a necessidade de um compromisso mais profundo com práticas sustentáveis.
Estevan Sartoreli complementou a discussão ao afirmar que o sucesso das marcas modernas depende da percepção do ESG como um investimento e uma vantagem competitiva, e não como um mero custo. Para Sartoreli, as empresas que desejam prosperar são aquelas que se adaptam a modelos de negócios que priorizam o impacto social e ambiental. “As empresas precisam ter causas justas, sociais ou ambientais, que se conectem com suas operações diárias. O valor do que se compra hoje é tão importante quanto o produto em si”, disse ele.
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Fonte: diretodecaxias.com.br
O cofundador da Dengo ressaltou os três pilares inegociáveis que guiam a companhia: respeitar quem produz, inspirar quem consome e conservar a natureza. Segundo ele, o propósito deve estar intrinsecamente ligado à atividade principal da organização, reforçando a ideia de que a sustentabilidade deve ser um valor central na operação das empresas.
Este evento promovido pelo IBGC Bahia é uma chamada à ação para as empresas locais repensarem suas práticas e incorporarem de forma genuína a sustentabilidade em suas estratégias. O debate não apenas enriqueceu a discussão sobre governança consciente, mas também destacou a importância de um compromisso real com práticas que gerem um impacto positivo na sociedade e no meio ambiente.


