Exposição [in]cômodo propõe diálogo entre arte, artesanato e cultura popular
O Museu de Arte da Bahia (MAB) inaugura, na sexta-feira (28/08/2026), a exposição [in]cômodo, que desafia as divisões tradicionais entre arte, artesanato e cultura popular. A abertura acontece às 17h, e a visitação gratuita estará disponível de 29 de agosto a 27 de setembro, de terça a domingo, das 10h às 18h.
Reunindo 10 peças do acervo do MAB em diálogo com objetos e imagens variadas, a exposição cria uma ambientação inspirada na “casa do interior”, aproximando elementos do cotidiano do Nordeste do ambiente museológico. Essa montagem é fruto do projeto Museus em Movimento: Caminhos Expositivos entre a Curadoria e a Montagem, que oferece formação teórico-prática sobre processos de criação, curadoria e montagem.
Debate sobre critérios de reconhecimento da arte e suas categorias
A exposição parte da relação entre memória, cotidiano e produção cultural para questionar como as obras são classificadas e valorizadas nos espaços artísticos. A proposta utiliza a ambientação da “casa do interior” para conectar experiências diárias ao ambiente institucional do museu.
As obras selecionadas estabelecem diálogos entre peças do acervo do MAB e objetos de diferentes origens, destacando saberes e práticas ligados aos criadores desses itens. O eixo central da mostra discute as classificações de arte, artesanato e manifestações de cultura popular, colocando-as em convivência para estimular a reflexão sobre suas fronteiras.
Visitação gratuita e programação cultural no MAB
A mostra estará aberta ao público sem custo de 29 de agosto a 27 de setembro, de terça-feira a domingo, das 10h às 18h. A realização de [in]cômodo conta com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia, financiados pelo Governo Federal e executados pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.
Além da nova exposição, o MAB mantém outras mostras em cartaz, como Carybé e o Povo da Bahia, Tradição e Invenção, A arte de Presciliano Silva, e A pintura de Manoel Lopes Rodrigues. A programação também inclui Mundo Zira – Ziraldo Interativo e Flores que Curam.
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Atividades culturais complementares no Museu de Arte da Bahia
A Sala CurtaMab oferece uma programação variada de filmes e mostras, incluindo Vitória: Um Corredor de Histórias, Mostra Infantil Acervo Mirá e Curta Presságio. No final de agosto, o museu promove eventos musicais e literários, como a Feira Agroecológica (27/08, 8h), o concerto Pianistas Baianos em Concerto (27/08, 19h) e o lançamento da X Edição da Festa Literária Internacional do Sertão de Jequié (Felisquié) em 28/08, às 18h.
Para o dia 29/08, estão previstas atividades como o Clube de Leitura LGBTI+ às 11h e o projeto Leia Mulheres às 14h30, complementando a programação ligada à abertura da exposição [in]cômodo.
Outros espaços culturais mantêm agenda em Salvador e Recôncavo
O Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA), aberto de terça a domingo, das 10h às 18h, apresenta exposições como As Naturezas de Frans Krajcberg – II ato, SMETAK, a Coleção de Arte Popular Lina Bo Bardi e Pure Gold – UPCYCLED! UPGRADED! / Ouro Puro – REAPROVEITADO! APRIMORADO!.
Durante o Educativo em Movimento, de 27 a 30 de agosto, ocorrem ações como a instalação/performance Vendo à venda, de Iêda Oliveira, além de oficinas de desenho, pirogravura e xilogravura no dia 29, com atividades para crianças e a JAM no MAM às 18h.
O Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC_BAHIA), também aberto de terça a domingo, das 10h às 18h, expõe Transliquidificação Poética de Paulo Bruscky e MURO | Galeria de Arte Urbana. Nos dias 29 e 30, às 16h, o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) apresenta o espetáculo infantojuvenil Ei, Ei, Se Essa Rua Fosse Nossa?, com visitas mediadas à exposição.
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Patrimônio, fotografia e memória em destaque
O Centro Cultural Solar Ferrão, aberto de terça a domingo das 9h às 17h, mantém a exposição temporária Panorama da Fotografia da Bahia – Ecologia dos Sentidos, além de coleções permanentes dedicadas à Arte Africana, Emília Biancardi e Abelardo Rodrigues.
O Museu do Recôncavo Wanderley Pinho, aberto de quarta a domingo, reúne núcleos dedicados à história, povos originários, escravidão, trabalho e memória cultural, com exposições como Encruzilhada, Fragmentos da Memória, OUNJE ORISÁ – Comida de Orixá, do fotógrafo André Fernandes, e As naturezas de Frans Krajcberg.
O Parque Histórico Castro Alves, aberto de terça a domingo, expõe a Casa Sertaneja e mantém seu acervo próprio.
Programação nos equipamentos culturais do IPAC
O Memorial das Matriarcas Odé Kayodê funciona de terça a sábado, das 9h às 17h, com acervo que inclui fotografias, objetos sagrados ligados à Mãe Stela de Oxóssi, além de salas de vídeo e espaços digitais e externos que conectam a história e a arte do Terreiro Ilê Axé Opô Afonjá.
As instituições culturais administradas pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC) oferecem exposições permanentes e temporárias, atividades educativas, apresentações artísticas e ações voltadas à formação de público, fortalecendo a circulação cultural em Salvador e região.

